Polí­tica

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Em comemoração ao Dia Mundial da Alfabetização celebrado no dia 08 de setembro,  a deputada federal Josi Nunes (PMDB/TO) usou a tribuna durante a sessão extraordinária da última quarta-feira, 13, para reforçar a importância do investimento na educação básica.

A parlamentar citou os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revela a queda na taxa de analfabetismo no Brasil. “No final do ano passado, o IBGE divulgou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, que revelou que a taxa de analfabetismo entre brasileiros com 15 anos ou mais, caiu pelo quarto ano consecutivo. Conforme a pesquisa, o percentual de analfabetismo registrado no Brasil em 2014, caiu de 8,3% para 8 %. Lembro que a taxa era de 8,5% em 2013 e 8,7% em 2012”, pontuou. 

Embora as taxas tenham caído, Josi chamou a atenção para um estudo divulgado no início de 2016, que aponta que grande parte dos brasileiros têm dificuldades para entender o que leem. “Ainda conforme esse estudo, embora o Brasil tenha reduzido o número de analfabetos, dos 73% que sabem ler e escrever, 65% têm alguma dificuldade. A pesquisa diz ainda, que apenas 8% dos brasileiros conseguem ler e interpretar qualquer tipo de texto, por mais complicado que seja. E o reflexo dessa dificuldade é visível no mercado de trabalho”, ressaltou. 

Para a deputada é preciso reconhecer os avanços do país no que tange a Educação Superior, porém, na opinião da parlamentar, a Educação Básica ainda continua precária. “O Brasil investiu muito na educação superior nos últimos anos, e isso trouxe muitos avanços ao País. Isso é incontestável. Contudo, o País precisa de outro olhar, um novo olhar para a educação básica. Tivemos avanços, isto é inegável, mas precisamos falar sobre a educação infantil e a importância de investir no ensino fundamental. Infelizmente, temos uma educação básica muito precária. Os problemas vão desde a falta de infraestrutura nas escolas até a questão de formação de professores.  Na maioria das vezes, remetemo-nos apenas à importância do ensino superior e nos esquecemos da educação fundamental. Não que não tenhamos que investir em ensino superior, sabemos que este investimento é importante e deve continuar”, concluiu.