Polí­tica

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Ao abordar o processo eleitoral de 2018 no Tocantins, o ex-juiz de Direito e advogado Márlon Reis, 47, defendeu que o Estado terá no próximo ano o pleito mais surpreendente de sua história. “Temos um cenário todo diferente para 2018. Primeiro que será um processo vigiado. As doações deverão ser discriminadas online em até 72 horas após o recebimento. Segundo, não haverá doação empresarial, ou seja, o dinheiro de empreiteiras como a Odebrecht e de empresas, por exemplo, Friboi não existirá mais. Com isso, não haverá mais gastos astronômicos. Isso sem contar a rejeição a esses políticos tradicionais”, disse.

Ao justificar os argumentos, o ex-juiz que nasceu em Pedro Afonso/TO e foi idealizador e relator do projeto da Lei da Ficha Limpa comentou que cada vez mais a compra de voto será reduzida, como também diminuirá os gastos das campanhas mais ricas. “Na eleição de 2016 já aconteceu uma redução proporcional de gastos. Em 2018, por toda essa vigilância e o fato de não havermos mais todo esse dinheiro de caixa dois, a redução será ainda maior”, afirmou.

As declarações foram dadas durante palestra na Câmara Municipal de Araguatins, no Bico do Papagaio. O encontro foi promovido pelo “Movimento Mais Bico”, que une jovens e demais membros da sociedade no extremo norte do Estado. Ele abordou, entre outros temas, a Lei da Ficha Limpa e a tecnologia a serviço da democracia. Márlon Reis teve a oportunidade de detalhar os bastidores da lei, que impede em nível nacional posse de políticos condenados por colegiados, o aplicativo Mudamos, que permite assinatura online para projetos de iniciativa popular e outras ações do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MMCE), que ele foi um dos criadores quando era juiz no Maranhão.

Para o magistrado, que é pré-candidato ao governo do Tocantins pelo Rede Sustentabilidade, todo o movimento de combate à corrupção eleitoral tem participação decisiva da sociedade. “Quando a sociedade quer uma coisa isso acontece”, disse, ao comentar a aprovação da Lei da Ficha Limpa, no Congresso. Na sua opinião, esse foi um exemplo da força e poder de mobilização da população. “Única maneira de transformar a sociedade é a mobilização popular. E a mudança nasce de baixo para cima. Não cabe mais no país as mudanças de cima para baixo”, disse. “Política é algo que temos de pensar o “nós”, ou seja, o bem para todos, para quem está ao nosso lado, a amigos, colegas de trabalho, vizinhos, etc.”, finalizou.

Augustinópolis

Nesta sexta-feira, 29, Márlon Reis fará outra palestra na região do Bico do Papagaio. Será em Augustinópolis, no auditório da Fabic (Faculdade do Bico do Papagaio), a partir das 19h30. E, no sábado, 30, tem encontro com a comunidade em São Miguel do Tocantins.