Polí­cia

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Números elevados de violência cresceram em 14 Capitais do País, segundo Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança, lançado nesta segunda-feira, 30 de outubro. Foram 2.514 assassinatos cometidos durante ato do roubo ou em consequência dele, em 2016. Na edição anterior do estudo, divulgada em 2010, o número havia sido de 1.593.

O número de latrocínios – roubos seguidos de morte – cresceu 57,8% em sete anos no País, e 19 Estados tiveram aumento nesse tipo de crime. Dentre os Estados com os maiores índices estão:  Rondônia, com 124%; Tocantins, com 73%; e Rio de Janeiro, com 70%. Ao relacionar o número de latrocínios e a população, o Pará aparece como o mais violento, com 2,6 casos por 100 mil habitantes no ano.

Outros quatro Estados superaram o índice de 2/100 mil: Pará, Goiás, Amapá, Amazonas e Sergipe. Na outra ponta da tabela, São Paulo, Santa Catarina, Paraíba, Paraná e Minas Gerais e Tocantins ficaram abaixo de um por 100 mil, embora o Estado do Tocantins tenha mostrado alta significativa no percentual de latrocínios em 2016. A taxa média do País é de 1,2 latrocínios a cada 100 mil habitantes. Quando se trata de homicídios, a capital com mais registros foi Aracaju (SE), com 64,5 casos por 100 mil habitantes, e crescimento de 19,7% em relação a 2015.

Redução

Em contrapartida, dentre as unidades da federação em que os índices de latrocínio regrediram, as principais quedas foram em Roraima, com 45%, Paraíba, com 28% e Amapá, com 23%. Nos seis estados mais populosos, além do Rio de Janeiro, foram registradas altas em São Paulo, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Apenas em Minas Gerais houve recuo, de 10,6%.

Para especialistas, a alta generalizada tem relação direta com a crise econômica que o país tem enfrentado. Sem recursos, os estados reduziram os investimentos em estrutura e pessoal nos últimos anos. (CNM)