Polí­tica

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O deputado estadual Osires Damaso (PSC), ex-presidente da Assembleia Legislativa, disse durante a sessão matutina desta quarta-feira, 29, que a BRK Ambiental - empresa prestadora de serviços de saneamento básico - veio para roubar o povo do Tocantins. “E não uma empresa que veio para contribuir para o Estado do Tocantins”, disse.

Por solicitação do deputado, a AL/TO deve realizar dia 14 de dezembro, à tarde, audiência pública para discussão a respeito da atuação da BRK no Estado. Na sessão de hoje, Osires chegou a pedir que a data seja alterada, em virtude do dia 14 dar numa quinta-feira, e que por isso, possa ser prejudicada pela ausência dos demais deputados.

Segundo Damaso, a empresa vem “aumentando o faturamento, aumentando as contas e o consumo de água das pessoas, mentindo que teve um consumo”. De acordo com ele, em casas de Palmas, “eles elevaram contas de R$ 400, R$ 600, para R$ 3.800 mil”.

Osires também afirmou que, ao efetuar reclamação, o cidadão tocantinense estaria sendo enganado. Segundo ele, “eles estão aferindo esses hidrômetros sem chamar ninguém para poder assistir e depois já manda um laudo, dizendo que o hidrômetro estava realmente com defeito e que a conta seria muito mais alta do que àquilo. Então estão roubando a população do Estado do Tocantins para poder manter a empresa no topo e temos que fazer essa audiência para fazer com que essa empresa respeite a população”, reafirmou. 

O deputado propôs que, após audiência pública, seja aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar às ações da empresa. 

Aumento 

O deputado José Roberto Forzani (PT) comentou que em todas as partes do Estado, escuta reclamações de que a tarifa de água aumentou.  

Tarifa de Esgoto 

No começo deste mês, a Defensoria Pública ingressou Ação na Justiça a fim de que a empresa BRK Ambiental seja obrigada a cumprir a lei estadual nº 3.262, sancionada em agosto deste ano, a qual assegura que a tarifa de esgotamento sanitário no Tocantins não ultrapasse 50% da tarifa de água, percentual máximo de cobrança que não tem sido aplicado pela empresa, prestadora dos serviços. Atualmente, a cobrança chega a 80%, segundo a DPE.