Saúde

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A dificuldade para engolir os alimentos, denominada por disfagia é um alerta do organismo que deve ser observado, conforme orientação das profissionais durante ação educativa no Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT) em parceria com o Hospital Regional de Araguaína, nesta terça-feira (20 de março), data em que se comemora o Dia Nacional de Atenção à Disfagia. A unidade de saúde é filiada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e está localizado no município de Araguaína/TO.

A fonoaudióloga, especialista nesta enfermidade, Emmilyn Corrêa de Andrade esclarece que essa alteração na deglutição pode ocorrer desde o recém-nascido até o idoso. “Os sintomas podem ser tosse frequente durante ou após beber e comer, engasgos, sensação de alimentos parados na garganta, dificuldade ou lentidão durante a alimentação”, alertou, acrescentando que a disfagia pode levar a desnutrição, desidratação, pneumonia e até a morte, por isso é imprescindível o encaminhamento ao fonoaudiólogo para o diagnóstico.

Durante abordagem aos usuários, a lavradora Maria do Espírito Santo ressaltou que nunca tinha ouvido falar dessa doença, porém lembrou que o pai tem uma tosse contínua após ingestão de alimentos. “Eu assim achava estranho aquilo, mas agora sabendo que pode ser alguma coisa séria, vou levar ele para consultar”, disse.

Protocolo de Indicação e Desmame de Terapia Nutricional Enteral
Emmilyn conta que dentre o perfil dos usuários internados no  HDT-UFT a disfagia é um dos indicadores para a utilização de via alternativa de alimentação, e que os profissionais da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) com intuito de normatizar o fluxo no hospital produziram o Protocolo de Indicação e Desmame de Terapia Nutricional Enteral.

A nutricionista Déborah Patrícia Leal Oliveira, coordenadora técnica-administrativa da EMTN e uma das responsáveis pela elaboração deste protocolo explica que este documento é fruto do trabalho da EMTN, que conta com a participação de médicos, farmacêuticos, enfermeiros, nutricionistas e fonoaudiólogo.

“O objetivo do protocolo é normatizar e padronizar as questões relacionadas à terapia nutricional visando a manutenção e/ou recuperação do estado nutricional do paciente com baixa aceitação da dieta por via oral devido a diversos motivos, dentre eles, a disfagia. A normatização das condutas, por meio do protocolo, contribui para o início precoce da terapia nutricional  que visa a prevenção da desnutrição hospitalar, bem como, um auxílio para melhora clínica e consequente redução do tempo de internação do paciente",  enfatizou a coordenadora.

Após elaboração e aprovação, o protocolo está na fase de implantação e prevê como próxima etapa a capacitação dos profissionais da assistência envolvidos na rotina da terapia nutricional.

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