Polí­tica

Foto: Reprodução/ Twitter Vicentinho pode ser pré-candidato caso Dimas seja impedido de concorrer em eleição suplementar Vicentinho pode ser pré-candidato caso Dimas seja impedido de concorrer em eleição suplementar

O prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas (PR) negou que tenha havido algum mal-estar entre ele e o presidente do PR, senador Vicentinho Alves, à respeito da candidatura do partido na eleição suplementar para o governo do Tocantins que deverá ocorrer em junho.

Vicentinho declarou anteriormente que haveria possibilidade de colocar seu nome na disputa para o mandato tampão, caso Dimas fique impedido de concorrer.

A declaração foi encarada por alguns partidos como um desentendimento entre Dimas e Vicentinho, o que motivou convites ao prefeito de Araguaína para que se filiasse a outros partidos, a exemplo do MDB que o convidou através do ex-deputado federal Freire Júnior.

Dimas, no entanto, esclareceu que a fala do senador Vicentinho foi no sentido de que somente colocaria seu nome como pré-candidato à eleição suplementar, caso Dimas fosse impedido de concorrer por causa do período de desincompatibilização. “O que o senador colocou é que será candidato não havendo possibilidade minha de candidatura. É uma coisa diferente. Não há rompimento entre a gente”, esclareceu Dimas.

Vicentinho Alves e Ronaldo Dimas reúnem-se hoje em Brasília para definir quem, afinal, disputará as eleições diretas de junho pelo PR.

De acordo com a Constituição Federal “para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito”. Por este motivo Dimas poderá ser impedido de se candidatar à eleição suplementar.

Na mesma condição se encontraria também o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB). Pré-candidato declarado às eleições de outubro, Amastha encontraria, por outro lado, o mesmo impedimento constitucional para concorrer em junho por não ter renunciado à Prefeitura de Palmas no prazo de 6 meses anteriores à votação.

A renúncia de Amastha tem dia e hora marcados. Será dia 3 de abril às 8h45, apenas um dia antes da divulgação das regras da eleição suplementar pelo Tribunal Regional Eleitoral no dia 4 de abril.