Polí­tica

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A senadora Kátia Abreu informou ao Conexão Tocantins que vai aguardar a publicação das normas da eleição suplementar para governador do Tocantins, previstas para o primeiro domingo de junho, para se manifestar publicamente a respeito de sua pré-candidatura. A senadora, no entanto, disse não estar preocupada com a possibilidade de não poder ser candidata ao cargo para o mandato tampão devido ao prazo exigido pela legislação eleitoral para candidatura de no mínimo seis meses de filiação partidária antes da eleição. A senadora está sem partido e vai filiar-se ao PDT no próximo dia 2 de abril.

“Estou confiante e tranquila quanto às eleições suplementares. Aguardarei a decisão do TRE via resolução para as eleições suplementares para me manifestar publicamente”, declarou a senadora.

Em entrevista coletiva concedida à imprensa nesta terça-feira, 27, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TER-TO) Marco Antony Villas Boas, disse que as normas para a eleição suplementar irão respeitar a legislação vigente. Neste caso o Código Eleitoral (Lei nº 13.165/2015) é claro: “Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, um ano antes do pleito, e estar com a filiação deferida pelo partido no mínimo seis meses antes da data da eleição.”(Grifo nosso.)

Caso o TRE-TO não “afrouxe” as regras, a senadora Kátia Abreu estaria impedida de concorrer à eleição de junho, pois só recentemente filiou-se ao PDT.

Dimas

Quem também está com a situação indefinida é o prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas (PR) Dimas e o presidente do PR, senador Vicentinho Alves, reuniram-se nesta quarta-feira, 28 em Brasília (DF.) Na pauta, a definição de qual nome seria indicado pelo partido para concorrer à eleição suplementar.

A pré-candidatura de Ronaldo Dimas é a prioridade no PR, mas Vicentinho já declarou anteriormente que, na impossibilidade de Dimas ser candidato, ele próprio seria candidato ao governo pelo PR em junho, uma vez que a candidatura de Dimas está ameaçada pois teria que ter renunciado à prefeitura de Araguaína com antecedência mínima de seis meses.

Após reunião entre o prefeito e o senador o partido resolveu consultar o TRE-TO sobre os prazos em relação à eleição suplementar e, somente após a resposta ou publicação da resolução eleitoral, é que o PR irá definir o candidato.