Polí­tica

Foto: Antônio Gonçalves

Ao usar a tribuna na sessão vespertina desta terça-feira, dia 3, na Assembleia Legislativa do Tocantins, o deputado Paulo Mourão (PT), avaliou que a cassação de mais um governador em um momento traumático da vida política do Estado, representa um desajuste de ordem econômica, orçamentária e financeira, além de uma situação de instabilidade jurídico-constitucional. “Em 9 anos estamos com 6 governadores. Eu pergunto, qual empresário de bom senso hoje iria investir no estado do Tocantins?”, questionou.

O parlamentar continuou o discurso considerando os prejuízos que a população sofre em função dos equívocos dos governantes,  como o desemprego,  a falta de assistência à saúde. “Os servidores sem a garantia que receberão seus salários”, pontuou. “Muitos servidores chegando ao momento da sua aposentadoria, em um estado criado há 29 anos que já tem uma dívida consolidada líquida de R$ 30 bilhões no Instituto de Previdência do Estado . É algo muito desconfortável e preocupante”, lamentou.

“Poderíamos estar falando de projetos de desenvolvimento, de geração de emprego e renda”, considerou. “Mas estamos esperando a regulamentação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para dizer como ocorrera uma eleição dia 3 de junho, sendo que dia 7 de outubro teremos as eleições gerais”, continuou. “Qual é a esperança de um eleitor caminhar hoje para as urnas? Ele vai acreditando em que? Um estado que nem termina as eleições já estão judicializadas, finalizou um processo eleitoral a primeira coisa que acontece são as ações judiciais de investigação e cassação de mandato”, ponderou.

Paulo Mourão entende que o Tocantins é um Estado que precisa dar paz ao seu povo. “O cidadão e a cidadã tocantinenses estão assombrados, desesperançados,  desacreditados no político e na política”, afirmou. “Esse é o olhar entristecido que vemos nas ruas, os jovens sem esperança de um futuro melhor, este estado que sonhei estar nele vendo o povo feliz, hoje contínuo lutando, mas entristecido de ver meu povo desesperançado”, declarou.

“Precisamos pacificar a forma de fazer política neste estado, temos que abandonar esse modelo populista, este estado não suporta mais um governo que não tenha a compreensão e o compromisso e o trabalho de efetivas realizações, de estar ao lado do povo, de se comprometer com o povo, promover desenvolvimento, gerar emprego e garantir aos jovens que estão se formando a cada ano oferta de emprego com qualidade de  vida, a ele e seus familiares, foi com esse sonho estruturado que este estado nasceu”, ressaltou.

“Precisamos reunir homens de bom senso e fazermos compromisso de reconstrução desse estado do Tocantins, precisamos multiplicar os bons exemplos, precisamos ser enérgicos em combater corrupção, desmando e falta de compromisso com a sociedade tocantinense. Não podemos mais suportar que pessoas que recebem a titularidade de representar o povo tocantinense, quando se empoderam esquecem que a sociedade é que  é o nosso patrão, são as pessoas que pagam impostos, os empresários, os trabalhadores, comerciantes para quem temos a responsabilidade de dar a resposta, é assim que devemos seguir no processo de reconstrução e esperanças do nosso povo”, sustentou. “Precisamos dar um passo assertivo, não só elegendo um governador, mas um projeto voltado ao povo tocantinense a quem devemos resultado e soluções “, defendeu.

Paulo Mourão recomenda o reenquadramento do Estado dentro de um processo de reconstrução, mas observa que o estado vive sob o comando de um governo provisório, em que há necessidade de se entender a dinâmica dos outros poderes: Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público e Contas (MPC) e a própria justiça. “Precisamos ter um pacto de que neste estado a lei será respeitada”, lembrou, ressaltando que o Tocantins já iniciou um processo eleitoral. “Convênios não é legítimo fazê-los porque terão a concepção eleitoreira, politiqueira, populista, gasto de recursos que não estejam no planejamento orçamentário do estado, uma coisa preocupante o governo que saiu mandou de orçamento suplementar mais de R$ 250 milhões  para votação pela Casa”, ressaltou.

O parlamentar encerra sua fala pedindo ao TCE, MPE e MPC que façam o acompanhamento de cada ato que possa comprometer orçamento e despesa financeira  do governo para ver se estão abrigados sob o ordenamento e o arcabouço legal jurídico do Estado. Inclusive afirmou que fará uma solicitação via ofício nesse sentido, em função do processo eleitoral.