Conexão Tocantins - O Brasil que se encontra aqui é visto pelo mundo
Economia

Foto: Divulgação

O trabalho de gestão das empreendedoras Marise Suzuki (1º lugar - Ikigai Piscicultura/Gurupi), Magda Cristina (2º lugar - Grupo Da Família/Palmas) e Maria Edivângela (3º lugar - Carne de Jaca/Palmas) foi reconhecido pelo Prêmio Fieto Mulher Que Transforma que realizou a noite de premiação das vencedoras nessa quinta-feira, 18, em Palmas. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins, Roberto Pires, fez a entrega dos troféus e eletrônicos da premiação que tem como proposta reconhecer e inspirar mulheres a empreender.

Ao realizá-lo, a Fieto busca dar visibilidade às indústrias lideradas por mulheres para assim incentivar e contribuir com o fortalecimento da representatividade feminina no segmento. Hoje apenas 25% das indústrias tocantinenses são geridas por mulheres, conforme citado por Roberto Pires em seu pronunciamento.

Ele lembrou que a agenda de reconhecimento da instituição às mulheres vem de longe, desde a realização do evento Chá com Mulheres e o projeto Ela faz Indústria. “O mais importante é que o Sistema Fieto dá exemplo e faz o dever de casa, pois 50% dos cargos da alta gestão são ocupados por mulheres e 60% do corpo de gerentes também são mulheres. As indústrias precisam copiar este modelo”, disse o presidente.

Trinta e três mulheres gestoras de indústrias de dez municípios tiveram suas inscrições validadas e, além das 3 primeiras colocadas, foram homenageadas as participantes que obtiveram da 4ª a 16ª colocação. Os membros da banca examinadora e a consultora do projeto, Nilmar Ruiz também receberam homenagens. A consultora falou sobre a importância da participação da mulher para uma sociedade melhor.

“Nós tivemos a oportunidade de ir a 11 municípios, de norte a sul e de leste a oeste, falamos com mais de 500 mulheres sobre a importância de a mulher emprestar as suas características e tempo à disposição de servir. Há a necessidade de estarmos junto com os homens, somando olhares, para de forma cooperativa e complementar, darmos nossa contribuição para o desenvolvimento do nosso estado”, disse Nilmar.

Vencedora

Emocionada, a campeã da noite, empresária Marise Suzuki dividiu parte dos desafios superados na implementação de seu negócio, a Piscicultura Ikigai em Gurupi, no sul do estado. O empreendimento abriu uma semana antes do fechamento de comércios e do isolamento necessário no início da pandemia de Covid- 19. Ao persistir no negócio, viu a necessidade de sair da dependência externa para o abate de peixes, fazer compras em um período com fornecedores fechados e ampliar seu mercado. Abriu então um abatedouro, buscou capacitação on-line para filetar os peixes e disseminou à reduzida equipe que teve que aprender ainda a trabalhar com redes sociais e vender on-line, o que hoje representa 90% de seu mercado.

Neste processo, a empresa ainda superou a perda total de sua produção no final do ano passado, após problemas no fornecimento de energia, e o Prêmio veio dar novo ânimo à empresária. “A gente vai conseguir mostrar pra muito mais gente a nossa história, mostrar para as pessoas e motivar que nós podemos fazer coisas diferentes. Não é só jogar ração na água e criar peixe, nós fazemos capacitações e investimos na gestão, tem muita coisa atrás”, disse a vencedora referindo-se, entre outras ações, à parte ambiental conferida ao negócio que reaproveita a água com fezes dos peixes para o cultivo de hortifrútis sem agrotóxicos e com economia hídrica.