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Foto: Umberto Salvador Coelho

Um atropelamento ocorrido por volta das 13h desta quarta-feira, 23, em um cruzamento com a Rua Ne 11 da Quadra 104 Norte no centro de Palmas deixou alguns populares indignados. Um ciclista foi abalroado por um veículo Siena e após passar 20 minutos ainda não haviam chegado ao local, nem a viatura do Samu, nem a polícia militar.

Uma ambulância do Pronto Atendimento Norte que passava pelo local é que removeu a vítima para atendimento. Segundo Euclides Alves da Silva, funcionário de uma loja de lubrificantes em frente ao cruzamento, no local acontece acidentes freqüentes, “já presenciei quatro batidas em ciclistas e uma em motociclista”.

A rua não tem nenhum semáforo ou sinalização de velocidade máxima e os carros muitas vezes passam em alta velocidade demonstrando a falta de consciência dos condutores. Nesta quarta, a vítima foi Wesley Tavares Miranda, morador da 605 Norte. Wesley sofreu escoriações nas costas e na cabeça, foi medicado no pronto atendimento e passa bem.

Na questão da logística de atendimento das ocorrências o Samu de Palmas possui três viaturas de suporte básico e uma UTI móvel de suporte avançado. Segundo a Assessoria de Comunicação da Secretaria da Saúde o tempo médio de atendimento das ocorrências vai de 8 a 15 minutos, dependendo do local. A Portaria Federal 1.864 de 29 de setembro de 2003 diz que, para grupos de 100 mil a 150 mil habitantes deve haver uma viatura de suporte básico, neste sentido a capital está bem atendida.

Ainda segundo a assessoria os investimentos feitos no Samu tem 25% de contrapartida do município, 25% do estado e 50% do Ministério da Saúde.

Ruas secundárias

Quem conhece Palmas sabe que o trânsito é rápido e existem poucos semáforos em decorrência da forma como a cidade foi planejada com suas rotatórias (queijinhos na cultura local). O problema é que nas ruas secundárias e que cruzam com as ruas que são reservadas para pedestres no futuro, mas que hoje estão abertas ao trânsito, não existem os semáforos, nem os “queijinhos” e os condutores abusam da velocidade.

Umberto Salvador Coelho