Estado

Foto: Divulgação Valec
  • Usina da Brasil Ecodiesel na nova fronteira do desenvolvimento
  • Ponte que liga Pedro Afonso a Tupiratins - Foto - Frederick Borges
  • Foto - Maradona
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Há quase duas décadas, o estado do Tocantins nasceu para o Brasil como uma esperança para novas alternativas de desenvolvimento econômico. Com uma paisagem pintada com as cores expressivas do Bioma Amazônia, assumiu a missão de tornar-se economicamente competitivo sem desequilíbrio ambiental.

Situado no centro do país, o Estado irradia esta nova concepção de desenvolvimento levando o exemplo das ações de governo e seus resultados aos centros de debates mundiais, como o simpósio “Brazil: 27 Countries, One Nation”, organizado pelo Fórum das Américas e pelo Council of the Américas, além do Fórum de Desenvolvimento Sustentável 2008, da ONU, realizados respectivamente nos dias 1º e 2 de maio. Com o convite para falar das potencialidades econômicas do Tocantins, e dos resultados alcançados com a política de desenvolvimento sustentável, o governo espera atrair ainda mais investimentos para a região.

A capacidade de produzir energia de fonte renovável sem diminuir a produção de alimentos; a localização estratégica aliada à sua estrutura logística, e o alto percentual de área preservada de seu território formam os três pilares que colocam o mais novo Estado brasileiro na pauta das discussões mundiais. O Tocantins possui hoje 14,9 milhões de hectares protegidos através de doze unidades entre parques nacionais, estaduais e reservas indígenas somando 50,5% de toda a área do Estado.

O Tocantins possui também 13 milhões de áreas agricultáveis, porém, deste total, 7,5 milhões são pastagens que estão incluídas no programa Arrenda Tocantins. De acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado, desses 7,5 milhões de hectares 5 milhões já possuem capacidade para produzir. No caso do programa, o Estado visa garantir a permanência do homem no campo, produzindo e se auto-sustentando. Atualmente, o Tocantins possui 700 mil hectares agrícolas, ou seja, área em franca produção de alimentos.

“Nosso objetivo é desenvolver as áreas degradadas para que seja feita a recuperação e não o desmatamento e com isso estamos assegurando o homem no campo, produzindo e promovendo, assim, a área social”, explica Brasil Américo Gonçalves, assessor do secretário da Indústria e Comércio Eudoro Pedrosa. Ele adianta que através do projeto Arrenda Tocantins o Estado é um dos que mais têm aumentado a produção nas antigas áreas degradadas e onde há o menor índice de desmatamento. Segundo Gonçalves, somente em 2007 houve 31 mil buscas no banco de dados da secretaria, que orienta os fazendeiros que arrendam e os que estão arrendando as terras.

O Estado é destaque em sua capacidade de produção, principalmente para a energia “limpa”, como o biodiesel, cobiçado pelos países desenvolvidos como alternativa de combustível do futuro. O grande diferencial do Tocantins neste caso é que para produzir este tipo de combustível não existe a necessidade de desmatamento, em função desta grande área agricultável e isso é visto com bons olhos pelos futuros investidores internacionais. Além deste fator isso fomenta a produção e o desenvolvimento sustentável e social, quesito importante também observado por investidores externos.

Produção

Atualmente, o Estado possui três usinas de biocombustíveis em franca operação, sendo a Brasil Ecodiesel, na região de Porto Nacional, produzindo 360 metros cúbicos de biodiesel por dia e em torno de 120 mil ao ano, produto já vendido à Petrobras; a Biotins, no município de Paraíso, produzindo 7,2 milhões de litros por ano. Em Arraias, Sudeste do Tocantins a empresa do Grupo EQM já produz o álcool combustível com produção prevista para 240 mil toneladas.

Logística

Um dos atrativos para essas indústrias e que chama a atenção da comunidade internacional é a capacidade logística de transporte já existente no Estado, beneficiada com a localização geográfica privilegiada dentro do país. Num breve espaço de tempo, com a conclusão da Ferrovia Norte Sul, prevista para chegar a Palmas no final de 2009, e que atualmente já tem condições de escoar a produção tocantinense para os Portos da região Norte, haverá também no Estado um dos maiores modais de transportes do Brasil. Trata-se dos modais que interligam ferrovia e rodovias e que em breve já estarão interligando também as hidrovias, reduzindo significativamente os custos com transportes de produtos. Dotado de uma boa malha viária estadual e também federal, e apostando nesta logística, o governo investiu em pontes e pavimentação de estradas deixando o Estado entre os mais trafegáveis do país.

 

Fonte: Secom

Por: redação

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