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A Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) deu provas de despreparo, incompetência e amadorismo para realizar debate entre os candidatos que concorrem à prefeitura de Palmas na eleição de outubro, a começar pelo fato de barrar jornalistas na cobertura do evento - aqueles que tem como função primordial levar ao conhecimento da sociedade aquilo que muitas vezes se quer esconder.

Na noite desta quinta-feira, 18, pelo menos dois veículos de comunicação tiveram seus profissionais privados de cobrirem o encontro dos candidatos. O repórter Giordano Maçaranduba de O Jornal e o editor geral do site Conexão Tocantins, Umberto Salvador. Ambos foram impedidos de forma ríspida.

A argumentação das pessoas que controlavam o acesso foi a falta de credenciais. Entretanto, no que se refere ao editor Umberto Salvador, o Conexão Tocantins teve a preocupação de ligar na tarde da quinta-feira para a assessoria de comunicação da instituição para solicitar a credencial e foi informado pela jornalista Aline Pio de que bastaria apresentar o crachá da empresa e carteira profissional. Aline ainda informou na oportunidade, que a credencial poderia ser retirada com ela, momentos antes do evento.

Para o jornalista Giordano Maçaranduba houve falha ao não se comunicar para imprensa a exigência de credenciais em um evento de tal porte.

Os jornalistas ainda pediram para falar com algum responsável pela área de comunicação da instituição, mas foram informados que teriam que solicitar na recepção da instituição. Lá, a estagiária Samira informou que não havia ninguém na assessoria e que o celular da assessora de imprensa se encontrava desligado.

O presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição, Gustavo Araújo, também informou que não poderia auxiliar os jornalistas, apesar do diretório fazer parte da comissão organizadora do evento.

A assessora de imprensa Hamistelie Soares informou ao Conexão Tocantins nesta sexta-feira que se encontrava sim, no evento, e naquele momento estava no palco acertando os últimos ajustes.

Ainda segundo Hamistelie a preocupação era a de que as imagens não fossem utilizadas no horário eleitoral por nenhum dos candidatos e que não tem conhecimento de que a instituição tenha alguma vez barrado jornalistas em seus eventos, “pelo contrário sempre tiveram total liberdade”, afirmou.

Quinta Política

O evento foi divulgado à imprensa como uma “Quinta Política”, atividade realizada pela disciplina: Propaganda Ideológica – Marketing Político do curso de Comunicação Social da instituição e o DCE.

 

Por: Redação

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