Economia

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Empresas tocantinenses estão despontando no ranking nacional do setor atacadista, segundo pesquisa realizada pela ABAD - Associação Brasileira de Distribuidores e Atacadistas, que contempla 364 empresas do país, 45 delas da região Norte do país. No ranking ABAD 2009, o Tocantins foi o Estado que apresentou o maior índice de crescimento real no setor, com 67,6%, contra uma média nacional de 16,5%. O segundo maior crescimento foi do Piauí, com 50,7%; em terceiro, Alagoas com 40,1%; quarto Roraima, com 38,4% e em quinto Amapá, com 28,3%. No montante do faturamento total, os destaques ficaram para São Paulo, com R$ 10 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 8,5 bilhões.

Segundo o presidente da ADAT - Associação de Distribuidores e Atacadistas do Tocantins, Gilberto Deveza, a posição do Tocantins no ranking significa uma resposta do empresariado estadual no que diz respeito ao aproveitamento das oportunidades e também à gestão eficiente dos negócios. Ele enxerga além, ao avaliar que o Estado caminha para se consolidar como um polo distribuidor na região Norte e no corredor Centro-Norte, favorecido pelas condições naturais, pelos investimentos em infraestrutura e pela logística de transportes.

Gilberto Deveza diz que a tendência de crescimento se confirma, a exemplo do que ocorreu no Triângulo Mineiro, quando as empresas distribuidoras funcionaram como atrativo para a instalação de indústrias. Para ele, essa é uma consequência natural, uma vez que os atacadistas e distribuidores representam um canal entre as indústrias e varejistas, notadamente os pequenos. São os distribuidores que fazem chegar a esse segmento os produtos do setor industrial.

Para o secretário de Indústria e Comércio, Eudoro Pedroza, esses são números que atestam o crescimento do setor, já bem representado pelos empresários tocantinenses e que terá novos reforços com a chegada de empreendimentos como os grupos atacadistas Makro, Carrefour e Grupo Pão de Açúcar. Por outro lado, esse perfil comprova o acerto da política do governo do Estado de direcionar investimentos para infraestrutura, logística e políticas de fomento, como o programa de incentivos fiscais.

O subsecretário de Indústria e Comércio Donizeth A. Silva revela números que comprovam o crescimento. Segundo ele, hoje o Estado tem 239 empresas atacadistas (sem contar o setor de medicamentos) contempladas com programa de incentivos fiscais. Nesse universo, a média anual de crescimento é da ordem de 28%, considerando-se como referência a arrecadação do FDE - Fundo de Desenvolvimento Econômico, que concentra a contribuição (0,3% do faturamento bruto anual) das empresas cadastradas junto ao CDE - Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico.

Os números

Na região Norte, em faturamento, o Tocantins aparece em terceiro lugar em faturamento em 2008, atrás apenas do Amazonas e de Rondônia em relação a 2007. De acordo com as informações da revista Distribuição, editada pela ABAD, que publica o ranking, participaram quatro empresas do Amazonas que registraram receita de R$ 399 milhões em 2008, contra R$ 363 milhões em 2007, variação de 10%; na segunda colocação na região Norte, uma empresa de Rondônia apresentou R$ 297 milhões faturados em 2008, com crescimento de 16% sobre o faturamento de 2007, de R$ 256 milhões.

O Tocantins vem em terceiro lugar com sete empresas que mostraram faturamento de R$ 168 milhões em 2008, mas foi o Estado da região que apresentou o maior crescimento real, de 67,6% em comparação com os R$ 100 milhões em receita registrados no ranking anterior. Destaca-se no ranking tocantinense a empresa Teodoro & Brito Ltda (Atacado Meio a Meio), que não participou do ranking 2007, mas lidera em faturamento, que saiu de R$ 13,6 naquele ano para R$ 44,7 milhões em 2008, variação de 224,5%.

Mantém a segunda colocação a CRAF – Comércio, Distribuição e Transporte de Alimentos Ltda (Filho Distribuidora), com receita de R$ 43,6 milhões contra R$ 27,5 milhões em 2007, variação de 58,8%. Em terceiro lugar, caindo uma posição no ranking, está a Decole Atacadista e Distribuidora de Alimentos Ltda, com receita de R$ 40,2 milhões contra os R$ 33,3 milhões faturados em 2007, variação de 20,7%. Ganha uma posição a Equatorial Atacadista e Distribuidora de Alimentos Ltda, cujo faturamento em 2008, de R$ 21,3 milhões, aumentou 132,2% em relação à receita de 2007, de R$ 9,1 milhões.

A Climax Kosmelik Ltda saiu da 6ª para a 5ª posição no ranking, com faturamento de R$ 9,7 milhões em 2008 contra R$ 8,9 milhões em 2007, variação de 8,6%; a Mix Alimentos não entrou no ranking em 2007, mas teve variação positiva de 23,1% no faturamento, saindo de R$ 5,9 milhões em 2007 para R$ 7,2 milhões em 2008; já a Orca Com. Produtos Automotivos Ltda teve variação negativa de 12,3% em 2008 com receita de R$ 15,4 milhões, contra faturamento de R$ 17,6 milhões em 2007.

Fonte: Secom