Polí­tica

Foto: Moreira Mariz Kátia diz que fato é grave e merece uma investigação profunda Kátia diz que fato é grave e merece uma investigação profunda

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) anunciou na manhã desta terça-feira, 10, que já colheu 29 assinaturas de senadores para a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito que investigará irregularidades no repasse de recursos ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ela deve apresentar o requerimento ainda hoje à Mesa do Congresso Nacional. Na Câmara, conforme informou Kátia Abreu, 180 deputados já assinaram o requerimento.

A Comissão pretende investigar a origem e o destino dos recursos que abastecem o milionário caixa de quatro organizações não governamentais (ONGs) - Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac).

Na edição da semana passada, a revista Veja revelou que parte do dinheiro recebido pelas ONGs, teria sido transferido para pessoas e empresas ligadas aos sem-terra, como gráficas, editoras e transportadoras.

Por não existir juridicamente, o MST não pode receber verbas oficiais. Os militantes do MST criaram ONGs que se credenciaram junto ao governo para treinar trabalhadores rurais. Estas organizações seriam uma forma de burlar o impedimento de receber a verba oficial.

"Teremos a oportunidade de mostrar que o MST é financiado ilegalmente com dinheiro público com o aval e o conhecimento do governo", afirma o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). Caiado já colheu 180 assinaturas, número suficiente para a instalação da CPI do MST na Câmara.

A ideia é criar uma CPI mista, com a participação de deputados e senadores, o que dificultaria eventuais manobras do governo para impedir as investigações.

Da redação com informações Agência Senado