Polí­tica

Foto: Geraldo Magela

O senador Sadi Cassol (PT-TO), um dos integrantes da CPMI do MST no Congressso Nacional defende uma ampla discussão uma ampla discussão sobre a questão agrária e investigação do destino de terras públicas, da União e dos Estados.

Segundo o senador, o Ministério Público pode contribuir para os trabalhos e debates enviando documentos sobre a questão fundiária em todo Brasil. “É preciso debater o que aconteceu com milhares de hectares de terras públicas, quem doou, quem vendeu e, se possível, reaver este patrimônio que viabilizaria a reforma agrária”, afirma o senador.

Cassol cita ainda o exemplo das terras do muncípio de Campos Lindos, Tocantins, que foram vendidas por R$ 8 o hectare numa operação investigada pelo Ministério Público e que envolveria até mesmo a senadora Kátia Abreu (DEM-TO). “O Brasil não pode desperdiçar a CPMI para ficar discutindo só questão dos recursos públicos”, enfatiza o senador.

Requerimentos aprovados

Ontem, quarta-feira, 10, foram aprovados 67 requerimentos na terceira reunião da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI), que investiga a suposta destinação de recursos federais para entidades que seriam ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).

Entre os requerimentos aprovados, há a solicitação de documentos de órgãos Federais e do Tribunal de Contas da União, além de convites para que representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e do governo participem de audiências públicas. A lista inclui os ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e da Agricultura, Reinhold Stephanes. Ainda não foram marcadas as datas para que eles compareçam à CPMI.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do MST foi instalada no dia 9 de dezembro do ano passado, é presidida pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE) e tem como relator o deputado Jilmar Tatto (PT/SP).

Da redação com informações Assessoria Sadi Cassol