Polí­tica

Foto: Dicom/AL Líder da bancada do PMDB, Iderval Silva Líder da bancada do PMDB, Iderval Silva

Em entrevista ao Conexão Tocantins na manhã desta quarta-feira, 19, o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado Iderval Silva, comentou a presença de lideranças do partido na inauguração da sede da coordenação de campanha da União do Tocantins (UT) na última segunda-feira, 17.

De acordo com o deputado, o fato de líderes como o ex-governador e deputado federal Moisés Avelino e o presidente da Associação Tocantinense dos Municípios, o prefeito de Santa Fé Do Araguaia, Valtênis Lino, estarem no evento siqueirista, “apenas enfraquece o nome de quem estava lá”.

Moisés Avelino

Sobre as declarações do ex-governador do Estado, Moisés Avelino, de que o PMDB não teria moral de lhe tirar a legenda, o deputado ressaltou a importância do partido sobre o político, ao afirmar que, “além de poder tirar a legenda, pode deixar sem voto”, o que minaria as possibilidades de eleições futuras de Avelino. Iderval completou ainda informando que, caso o ex-governador insista na postura de apoio à candidatura de Siqueira Campos ao governo, durante a convenção, Avelino já terá, de início, 4 votos contra a manutenção de sua legenda.

Na ocasião o deputado destacou a importância do nome de Avelino no partido e afirmou que o veterano é um grande líder, de importância estadual. “Falamos com ele voltar (para o PMDB), para o bem dele”, afirmou, frisando que não tem nada contra o cidadão Moisés Avelino, mas sim sua postura de apoio à União do Tocantins.

Aliança à UT

O deputado Iderval Silva informou ainda que o ex-governador peemedebista não possui o mesmo prestígio dentro da coligação de Siqueira, que possui no seu próprio partido. De acordo com o parlamentar, os membros da UT nunca foram aliados de Avelino, estariam apenas usando a figura do político como mídia de campanha. “Ele está lá como um troféu de exposição para mostrar que está enfraquecer o PMDB”, afirmou.

Para finalizar, Silva ainda deixou no ar uma pergunta que pode ser uma das maiores reticências de Moisés Avelino nas eleições deste ano: “E quando passar a campanha, e eles não precisarem mais da mídia?”.