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O Ministério Público Federal no Tocantins denunciou nesta quinta-feira, 09, à Justiça Federal, Fábio Júnior Ribeiro Costa, Johnny Cícero Dourado, Herbert de Carvalho Rocha, Marcelo Matos da Silva, Fausto Campos da Silva, Ildiman Fernandes Feitosa e Cely Ismael da Silva Sousa, Rafael Nunes Moreira Barbosa, Ailton Arcanjo de Sousa Júnior, Rafael Gomes Medrado, Alice Quitéria Granja do Nascimento e Antonio Rodolfo Granja do Nascimento, envolvidos em fraudes cometidas em ambiente virtual.

A quadrilha foi desbaratada durante a Operação Trojan, deflagrada pela Polícia Federal em agosto deste ano.

O esquema criminoso começava com levantamento de informações bancárias de vítimas em potencial através do envio do spans contendo o vírus trojan (também denominado cavalo de tróia), que permanecia oculto no computador até que se desse o acesso ao sítio de uma instituição financeira.

Também eram conseguidos dados com o envio de um e-mail falso, com os padrões de símbolos e layouts da instituição financeira da vítima e pela utilização de um link que remanejava a conexão da vítima para uma página falsa do banco que se pretendia acessar.

A partir dos dados bancários obtidos, a quadrilha passava a realizar operações ilícitas por meio da rede mundial de computadores, como transferências eletrônicas de valores das contas vítimas para contas receptoras, pagamentos de boletos das mais variadas espécies, aquisição de passagens aéreas e respectivo cancelamento, com posterior reembolso dos valores pagos em contas de laranjas e inserção de créditos em celulares.

O pagamento de boletos em geral constituía uma das modalidades mais lucrativas e vantajosas da organização e que já havia se consolidado como prática na cidade de Palmas. Os beneficiários pagavam apenas de 40% a 60% do valor do documento, e os integrantes da quadrilha conseguiam transformar em espécie o dinheiro subtraído em ambiente virtual.

Embora não tenham sido elucidados todos os possíveis beneficiários, dada a magnitude da operação e a complexidade das transações efetuadas, foi comprovada a participação de um empresário que se beneficiou com o pagamento de um DARE no valor de R$ 20.028,74 reais, além de 17 furtos.

As investigações sobre participação de novos integrantes continua em novo inquérito que deve ser instaurado a pedido do MPF.

A procuradora da República, Carolina Bonfadini de Sá, ressalta a importância da participação de todos os integrantes para concretização das fraudes, e não apenas dos crackers. “A divisão de tarefas é essencial para obtenção dos resultados, pois os crakers têm informações mas precisam da colaboração dos demais para que a empreitada criminosa tenha sucesso”, disse.

Operação Trojan

A investigação teve início em 2008, a partir de comunicação do juiz da 1ª Vara Federal de Guaringuetá, seção Judiciária de São Paulo, que informava a existência de uma quadrilha versada na prática de cibercrimes operando no Tocantins. Diligências policiais e monitoramentos telefônicos permitiram elucidar os principais integrantes do grupo criminoso e sua forma de atuação, além de pessoas que se beneficiaram das atividades ilícitas do bando.

Fonte: Assessoria de Imprensa/MPF