Economia

Foto: Divulgação

Com um aumento de 8% relacionado a setembro de 2009, o Comitê de Pesquisa e Desenvolvimento da Variação da Cesta Básica de Palmas (CBP), divulgou nesta semana, a pesquisa da Cesta básica na capital referente a outubro de 2010.

De acordo com a CBP, grupo de pesquisa do Conselho Regional de Economia 25ª Região do Tocantins (CORECON-/TO), ao analisar a variação ocorrida no custo de outubro 2010, que foi de R$ 189,16, e o custo de outubro de 2009, que foi de R$ 185,53, detectou que nos últimos 12 meses o valor da cesta básica de Palmas permaneceu estabilizado. No entanto, observou-se que em relação a setembro de 2010 houve aumento de 8%.

É importante salientar que este custo refere-se ao consumo de um indivíduo adulto em um mês. Já o custo para uma família (casal e duas crianças) no mês de outubro correspondeu ao valor de R$ 563,48.

Conforme a pesquisa divulgada para adquirir uma cesta no mês de outubro, o trabalhador que ganha salário mínimo teve que cumprir 82 horas de trabalho, tempo inferior a outubro de 2009, quando a compra do mesmo conjunto de alimentos exigiu 88 horas e 18 minutos de trabalho. Segundo a Constituição Federal o salário mínimo fixado por lei deve atender às necessidades vitais básicas de uma família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.

O salário mínimo necessário para atender estas demandas na região do Tocantins, no mês de outubro de 2010, deveria ser R$ 1.589,13, ou seja, 3,11 vezes o valor do salário-mínimo atual de R$ 510,00

Produtos da cesta básica

Nos últimos doze meses os produtos que obtiveram aumento foram: Feijão +110%; Farinha +34%; Carne +20%; Açúcar +17%; Leite +16; Café +12; Mandioca +9%; Óleo +6%; Tomate e Pão Francês +5% e margarina aumento de 1%. Os demais produtos da cesta básica tiveram redução no preço: Tomate -47%; Banana -10% e Arroz -5%.

De acordo com o presidente do Corecon, economista Claudiney Leal que destacou o aumento do feijão e açúcar, neste período de vulnerabilidade nos estoques reguladores que estão mais baixos, no caso do feijão a colheita não começou e quando há alguma nova safra, o produto encontra-se nas mãos dos produtores ou atravessadores. “Eles seguram os produtos, para especular o preço neste período de entressafra”, afirma o presidente.

Já o açúcar, conforme o presidente depende dos usineiros decidirem se produzem etanol ou o açúcar. “Se o preço do etanol está mais alto opta pela produção deste, ofertando menos açúcar no mercado conseqüentemente baixando os estoques disponíveis, pressionando os preços para cima. Quando o preço do Etanol abaixa o preço do açúcar está convidativo para produção deste no mercado e conseguir ofertar com preços diferenciados, desta forma, os consumidores ficam sempre a mercê dos produtores e atravessadores.” confirma o presidente.

A pesquisa CBP/Corecon foi implantada em julho de 2005, com uma série histórica de 63 edições, e, é realizada sempre na última semana de cada mês, sendo utilizada por instituições particulares e públicas para negociações de reposição de perdas salariais.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Corecon TO