Polí­cia

Bastante comovido pela perda do amigo Gustavo Arruda Ferreira, Adriano Bastos Miranda falou ao Conexão Tocantins na manhã desta segunda-feira, 24, quando relatou a frieza de uma das assassinas do amigo. "Meu amigo foi vítima de ciúme", afirmou.

“Ela conversou comigo friamente na delegacia, me cumprimentou e ainda disse que ficou sabendo que ele era gente boa”, narrou o amigo.

Adriano encontrou uma das duas acusadas de assassinato quando foi prestar depoimento na delegacia sobre o caso. “Ele não merece isso. Era um cara gente boa, meu amigo se foi de uma maneira muito trágica e isso tem que ser punido”, disse.

O amigo disse que era muito próximo de Gustavo e que sempre ficava sabendo dos relacionamentos dele, o que não aconteceu nesse caso. “Eu não sabia do relacionamento dele com essa moça, ele só me disse que estava saindo uma pessoa que era bonita demais”, afirmou.

Adriano falou pela última vez com o amigo por volta das 9 horas da sexta-feira quando o chamou para jantar. “Ele me disse que não ia porque o esquema tinha dado certo”, salientou.

As duas mulheres que confessaram o caso seriam parceiras e tinham um relacionamento, segundo o amigo. “A parceira da mulher que ele tava saindo tinha muito ciúmes. Ela era muito brigona”, afirmou.

Adriano disse que o amigo era brincalhão e muito companheiro. “Ele era alegre, muito brincalhão e com certeza não merecia essa tragédia”, salientou.

Gustavo, que era filho do ex-presidente da Federação das Associações Comerciais e Industriais do Tocantins (Faciet), Pedro José Ferreira, foi encontrado na madrugada de sábado às 6h15 min no Km 484 da BR 153 no porta malas de um Pegeout com as mãos e pés amarrados e cinco perfurações com arma branca no pescoço e na cabeça.