Polí­cia

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Na manhã desta sexta-feira, 16, policiais civis estiveram reunidos em assembleia, na sede do SINPOL-TO, Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins, onde foi aprovado por unanimidade, um indicativo de greve a partir da próxima semana, com período determinado, com a realização de assembleia no fim desse prazo.

A decisão partiu após a informação de que o governo não tem data para a efetivação das progressões verticais, correção da tabela salarial, atos aguardados desde abril, nem se manifestou sobre a situação dos policiais que hoje prestam serviço na Secretaria Estadual da Justiça e Direitos Humanos, já que houve a cisão da Secretaria de Justiça e Segurança. “Continuamos em busca de uma efetivação dos direitos dos policiais por parte do governo. O próprio secretário da administração do Estado, já se mostrou ciente dos nossos direitos, e sabemos que foi um dos compromissos firmados pelo governador. Acreditamos no atendimento o quanto antes,” frisou Nadir Nunes.

O Sinpol vêm, segundo a Assessoria de Imprensa do Sindicato, desde o segundo bimestre deste ano tentando negociar com o governo do Estado algumas necessidades da classe e a garantia do cumprimento de direitos adquiridos pela categoria por parte do governo do Estado, mas sem sucesso. Várias reuniões foram realizadas entre a entidade, associações, a Secretaria de Administração e Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, mas sem uma resposta concreta ou previsão de atendimento. “Tentamos negociar, mas infelizmente não obtivemos nem uma proposta do governo, com relação a prazos, por isso decidimos pelo estado de greve”, completa a presidente.

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As promoções dos policiais civis que habitualmente ocorrem no mês de abril, esse ano ainda não aconteceram. O governo do Estado publicou no diário oficial, no mês de junho a relação de policiais aptos à progressão vertical, mas até agora não concedeu o benefício. O direito foi adquirido com amparo legal no PCCS – Plano de Cargos Carreira e Salários, conforme Lei 1.545/04.

Outra questão que incomoda a classe é a correção do índice da data base de 2010, percentual de 4,68% sob a tabela salarial que passou a vigorar em julho do corrente ano. Sem essa correção, os policiais ficam prejudicados com relação à referida data base, pois para os mesmos esse percentual se tornou apenas uma antecipação salarial que já estava prevista desde março de 2010, na lei 2.333/2010.

A categoria também espera uma resposta do governo sobre a situação dos policiais que prestam serviço no Sistema Penitenciário. (Assessoria de Imprensa Sinpol)

Por: Redação

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