Saúde

Foto: Divulgação Análise da alface apresentou alto índice de agrotóxico em Palmas Análise da alface apresentou alto índice de agrotóxico em Palmas

A Secretaria Estadual da Saúde (Sesau), por meio da Vigilância Sanitária, apresentou nesta manhã, 8, durante o Seminário Tocantinense sobre Agrotóxicos, os resultados das análises feitas em amostras de Alface coletadas em Palmas e investigadas pelo PARA – Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxico em Alimentos. A análise foi feita pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária em conjunto com as Vigilâncias Sanitárias Estaduais e apresentou alto índice de agrotóxico, 50% de insatisfação.

Dos produtos analisados, apenas o alface é produzido na região. O restante vem de distribuidores de outros estados ou distribuidores locais que comercializam na cidade. Das 27 amostras com insatisfatoriedade, 12 são do Estado de Goiás, 07 do Distrito Federal, 07 do Tocantins e 01 do Rio Grande do Sul.

A cultura que apresentou maior índice de utilização de agrotóxicos não autorizados ou acima do limite permitido, foi o morango com 100% das amostras, seguido do pimentão e da cenoura (83%). Já o abacaxi, alface e pepino apresentaram um índice de 50%, laranja e mamão (33%), arroz e beterraba (17%).

Outras amostras analisadas como a maçã, batata, couve, feijão, repolho, cebola, manga e tomate, coletados em Palmas, não foram detectados inconformidades.

A Visa Estadual enviou para analise 98 amostras de frutas, verduras e legumes distribuídos e comercializados em Palmas. Dos resultados apresentados 28% das amostras apresentaram problemas em relação a legislação vigente. Para a coordenadora de Alimentos e Toxicologia da Visa Estadual Vanessa Costa Santos Akitaya, as principais irregularidades foram à utilização de agrotóxicos acima dos limites permitidos e a utilização de ativos de agrotóxicos não autorizados para a cultura.

Os principais ativos encontrados nas amostras de Palmas foram metamidofós com 12 amostras, acefato (08), tebuconazol (07) e o clorpirifós (06). Todos estes ativos podem provocar problemas ligados à fertilidade, câncer, alergias, distúrbios respiratórios, cardiovasculares, hematológicos, gastro-intestinais, do sistema nervoso, da pele e dos olhos.

Recomendações

A Visa, em conjunto com a Adapec – Agência de Defesa Agropecuária, Ruraltins, Ministério Público Estadual e as Visas Municipais estão intensificando as fiscalizações dos pontos de venda dos produtos químicos e orientando os produtores sobre o uso correto de agrotóxicos, além da adoção das boas práticas agrícolas.

Outra ação é a orientação para os consumidores optarem por alimentos que tenham origem identificada, “pois aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com a adoção de boas práticas agrícolas. Outra recomendação é consumir alimentos da época e tornar habitual os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas dos alimentos que podem reduzir os resíduos de agrotóxicos presentes nas superfícies dos alimentos”, ressalta Vanessa. (Ascom Sesau)