Polí­tica

Foto: Divulgação Cavalcante chegou afirmar que é o do PSC - Partido do Siqueira Campos Cavalcante chegou afirmar que é o do PSC - Partido do Siqueira Campos

O vereador Aurismar Cavalcante (PSDB) enfrenta na justiça uma ação para continuar com o mandato já que o diretório municipal do Partido Progressista, sua legenda anterior, pediu a vaga do vereador alegando que ele não teve motivos para deixar o partido. O PP pede ainda na ação que Lúcia Alves Feitosa, suplente da vaga do vereador na eleição de 2008 tome posse em sua vaga.

Cavalcante deixou o PP depois de muita polêmica e várias declarações marcantes. Antes de ir para o PSDB, o vereador afirmou que não era nem do PP nem do PSDB e sim do PSC, Partido do Governador Siqueira Campos.

Ao Conexão Tocantins, na época que cogitava deixar a legenda, Cavalcante salientou ainda que levaria mais de 1.500 filiações do PP para o PSDB o que não aconteceu já que a atual direção do Partido em Palmas divulgou que atualmente são mais de 3 mil filiados na sigla.

Procurado pelo Conexão Tocantins na manhã desta sexta-feira, 23, o vereador afirmou que não quer comentar o assunto. Em entrevista ao Jornal do Tocantins sobre o processo o vereador afirmou que tem uma carta do presidente regional da legenda, Lázaro Botelho autorizando sua saída do partido.

No entanto, as oitivas de testemunhas do processo já foram solicitadas pelo Ministério Público Eleitoral. O PP anexou ao processo uma cópia do discurso do vereador em que ele ressalta lealdade ao governador Siqueira Campos. O diretório argumenta que não houve justificativas legais para a saída de Cavalcante.

A esposa de Cavalcante, Micheline Cavalcante presidia a comissão provisória do PP em Palmas e foi substituída pelo pré-candidato a prefeito do partido para 2012 na capital, o empresário Carlos Amastha. Cavalcante chegou a criticar, antes de sair da legenda, a intenção do partido de lançar Amastha para a disputa à prefeitura.

Retomada

O presidente do PP de Palmas, Carlos Amastha indagado pelo Conexão Tocantins se realmente há uma carta de Botelho autorizando Cavalcante a sair da legenda frisou que essa, na verdade, é a maior prova de que não houve motivos para a saída dele da legenda. “Isso não existe, nem o presidente nem ninguém poderia autorizar ele a sair do partido”, afirmou.

Amastha analisou ainda que o desfecho na justiça será favorável ao PP. “O desfecho com certeza será que o PP vai retomar essa cadeira na Câmara”, salientou. Falando dos motivos que a legislação permite para que um mandatário deixe uma sigla, Amastha frisou que não houve motivo para a saída de Cavalcante e muito menos discriminação partidária contra ele. Nesse sentido, o empresário lembrou que foi alvo de muitas críticas e posicionamentos do vereador mas não respondeu.