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Em entrevista ao sistema de rádio Secom na manhã desta sexta-feira, 20, o secretário de Segurança Pública, João Fonseca Coelho, anunciou as metas a serem executadas pela pasta para este ano e falou que a metodologia implantada com a reestruturação da secretaria tem sido eficiente no combate à criminalidade. As ações de êxito contra o crack, por exemplo, triplicaram nos últimos seis meses, além de outros tipos de drogas, comemora o gestor.

Para começar a atingir resultados positivos em conformidade com os objetivos da política do Governo do Estado para a área, João Coelho, que assumiu a Segurança Pública em julho do ano passado, ocasião da divisão da secretaria para criação da pasta da Justiça e Cidadania, relata que foram tomadas medidas emergenciais, mas ao mesmo tempo estabelecidas metas a serem cumpridas a médio e longo prazos.

Dentre as várias iniciativas que passou a pôr em prática estão a substituição da frota de veículos, que considera pequena porém de qualidade, aquisição de equipamentos, realinhamento de funções e valorização do quadro de pessoal técnico científico e dos demais auxiliares da secretaria reestruturada.

Afirma João Coelho que essa filosofia de trabalho contribuiu para o desempenho com competência ao combate a crimes de diversa natureza, como roubo a banco e de gado, que frisa ser muito comum na faixa com os estados limítrofes do Tocantins. Nesse aspecto, destaca que o Gote - Grupo de Operações Táticas Especiais, com o auxílio aeroespacial por meio do helicóptero da secretaria, ajudou sobremaneira no trabalho exitoso de combate ao tráfico de entorpecentes.

DNA feito no Tocantins

A criação do Instituto de Genética Forense no âmbito do Instituto de Polícia Técnica e Científica e que, conforme ele, deve entrar em ação efetiva até o final deste semestre, vai ser uma referência na região Norte do país, para resolver o problema da demanda reprimida que há muito convive o Estado do Tocantins nesse setor, assegura. Estima o secretário que o instituto recém-criado vai trazer a agilidade com a realização aqui no Estado de exames de DNA, de ossada humana e laudos periciais por que tanto clama a área policial, judiciária e o Ministério Público, visando realizar um trabalho de forma mais diligente e com qualidade.

Embora o instituto, já contribuindo mediante a sua formalização através de convênio que mantém com institutos de Polícia Técnica, como o de Goiás, o secretário reforça que os exames em outras unidades da Federação representam ônus ao Estado. Mensalmente os peritos se deslocam a estes lugares implicando em custos de viagens e os inerentes aos procedimentos, observa. Quanto a uma possível realização de concurso na área, o secretário João Fonseca Coelho disse que ainda não há uma posição oficial quanto a essa questão. (Secom)