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A diretoria do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, de Transporte de Valores, de Curso de Formação e de Segurança Eletrônica do Estado do Tocantins (SINDESP-TO) firmou um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Vigilância do Estado do Tocantins (SINTVISTO), com validade até 31 de dezembro de 2012. O objetivo da negociação é assegurar melhorias salariais e de benefícios para a classe dos vigilantes tocantinenses em concordância com os interesses do setor empresarial.

A convenção assinada desde o ano passado estabelece o reajuste do piso dos profissionais de segurança privada do Tocantins até o final deste ano. “A medida confirma a nossa responsabilidade em garantir a manutenção do emprego dos trabalhadores nas empresas e o compromisso em buscar a valorização e o reconhecimento desta categoria tão importante para a sociedade”, afirma o presidente do Sindicato, Renê Rodrigues de Mendonça Filho.

Para o presidente, o acordo demonstra a transparência que sempre existiu no setor, “onde o diálogo com a classe trabalhadora é permanente”. Renê Rodrigues esclarece que em menos de ano, os vigilantes obtiveram um expressivo aumento em seus vencimentos. “O piso salarial, passou a vigorar em 1º de janeiro de 2012, de R$ 819,59 para R$ 861,39; a reposição de intrajornada de R$ 48,58 para R$ 51,06 por mês e o prêmio assiduidade (vale refeição) passou de R$ 144,00 para R$ 148,75 por mês”, explica.

O presidente do SINDESP reforça que em maio de 2011 o aumento salarial foi de 16,67% e em janeiro de 2012 foram mais 7,012%, totalizando mais de 23%, em menos de oito meses. “São quatro vezes a mais do que a inflação, que é em média de 6%”, ressalta. Renê Rodrigues informa, ainda, que tramita no Congresso Federal uma lei que estabelece uma remuneração extra de 30% de grau de risco para os vigilantes.

“Por isso, a decisão visa à permanência dos contratos e do emprego dos vigilantes. Qualquer reajuste acima do definido poderia ser visto pelos contratantes como mera liberalidade dos empresários”, justifica Renê Rodrigues. Ele finaliza, acrescentando que, as exigências deste mercado dificultam a concorrência e “não adianta ter vigilantes satisfeitos com as condições de trabalho se não existir contratos para empregá-los”.