Campo

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As condições climáticas e de solo na região de Pedro Afonso são favoráveis e deixam agricultores que estão terminando a colheita da Safra de soja 2011/2012 animados com o desenvolvimento de outras lavouras. Neste ano a área da Safrinha, plantada logo após a colheita da soja, cultivada por agricultores associados a Coapa é de 9.720 hectares, sendo 4.120 hectares de milho, 3.900 de sorgo e 1.700 de feijão-caupi. A maioria dos produtores iniciou o plantio em fevereiro e a previsão é que a colheita ocorra até o final do próximo mês de julho.

Segundo a gerente da Unidade Agroveterinária da Coapa, engenheira agrônoma Érica Lima Brito, a área plantada da de milheto ainda não foi estimada porque a maioria dos produtores cultiva no final da temporada de chuvas, geralmente para cobertura do solo. “Se os grãos se encherem daí o produtor colhe, se não se desenvolverem, ele é deixado no solo e serve como cobertura vegetal e adubo verde”, explicou a engenheira agrônoma.

Na Fazenda Sol Nascente (Lote 29 do Prodecer), de propriedade de Benjamin H. Baba, à medida que era colhida a lavoura de soja, um total de 450 hectares, foi semeada a safrinha com 80 hectares de milho, 90 de feijão e o restante de sorgo. “Esperamos uma boa distribuição das chuvas durante o desenvolvimento dos grãos. Dessa forma a lavoura vai se desenvolver bem e teremos boa lucratividade”, avalia Benjamin, que há 12 anos cultiva grãos.

“Estou animado com essa safrinha, pois os preços estão bons. Espero colher, em média, 100 sacas de milho por hectare e 30 de sorgo”, afirma o produtor Edmar Correa que plantou 450 hectares de sorgo, 200 de milho e 70 de um total de 130 de milheto a serem cultivados.

Produtor experiente e que planta grãos há 15 anos na região de Pedro Afonso, José Tarcisio Borges destaca que muito mais que trazer lucros financeiros para o produtor, o cultivo da safrinha é importante para o meio ambiente por fazer a rotação de culturas e a reciclagem de potássio que ajudam a recuperar os solos. “Além disso, a safrinha ajuda na adubação verde já que a palhada permanece no campo”, explicou José Tarcisio que cultivou 300 hectares de sorgo na Fazenda Nova Esperança (Colaborou Fred Alves)