Polí­tica

Foto: Koró Rocha Bonifácio citando matéria do Jornal Opção considerou as alianças prostituição política Bonifácio citando matéria do Jornal Opção considerou as alianças prostituição política

Durante a sessão vespertina desta quarta-feira, 13, na Assembleia Legislativa, os deputados debateram sobre as diferentes coligações que estão surgindo, fruto das alianças partidárias no interior do Estado, visando as eleições deste ano. As discussões começaram depois de pronunciamento do deputado José Bonifácio (PR) que, citando matéria do jornal Opção, considerou as alianças, “prostituição política”.

O discurso do deputado teve o aval do seu correligionário Stálin Bucar (PR) que, mesmo discordando da não verticalização das alianças partidárias nos municípios do interior, frisou que elas vem acontecendo e prejudicando posicionamentos tratados em âmbito estadual. “Estamos trabalhando em Tocantinia acordo entre os candidatos da oposição. Fomos informados que o presidente do PMDB está compondo para compor como vice na chapa do PSDB. Esta posição de cúpula de partido já negociada aqui, fica prejudicada”, disse.

Já o deputado Sargento Aragão (PPS) frisou que a chamada “promiscuidade política” é uma situação que não é recente e que vem acontecendo corriqueiramente no Tocantins. De acordo com o deputado, a "prostituição política" não é de agora. "Isso já vem de muito tempo”, disse.

Ainda se dirigindo ao deputado Stálin Bucar, Aragão comentou entrevista do presidente regional do PR, senador João Ribeiro, publicada na imprensa na qual Ribeiro afirma que o PR poderá coligar com o governador Siqueira Campos em 138 municípios do Tocantins. “Com exceção de Palmas que ele disse que já tem acordo firmado com o prefeito Raul Filho”, lembrou.

Uma situação que chamou a atenção dos parlamentares foi a iminente coligação entre PR, PSDB e PMDB para as eleições em Araguaina. Com relação ao assunto, o peemedebista Eli Borges comentou que o diretório do partido na segunda maior cidade do Tocantins teve autonomia para definir o apoio que iria tomar. O deputado frisou, contudo, que a direção estadual do PMDB não muda com as alianças municipais. “O PMDB continua com sua posição histórica de oposição”, apontou.