Polí­tica

Foto: Divulgação

Aproveitando o início do período eleitoral em todo o Brasil, o deputado federal Ângelo Agnolin (PDT) lamentou o atraso nas votações sobre a Reforma Política no Congresso Nacional. Na tribuna da Câmara nesta quinta-feira, 05, o parlamentar destacou que a matéria se arrasta há muitos anos na Casa e que, por vezes, é obstruída por outras prioridades. “Já estamos atrasados. Nós estamos em dívida com o País, e temos que pagar essa dívida” disse.

Conforme Agnolin, pautas importantes como o Código Florestal, Previdência do Servidor e PEC do Trabalho Escravo já foram votados neste ano, porém, sobre a reforma, não há avanços. “O relatório do deputado Henrique Fontana (PT/RS) continua parado na Comissão Especial (designada a analisar a proposta) da Casa. Precisamos dar um passo largo, ousado, no sentido de mostrar ao País que estamos aqui envolvidos com essa tarefa que o povo brasileiro nos confiou. Mais uma campanha está aí para nos mostrar que estamos equivocados sobre a maneira de construir a democracia,” pontuou.

Agnolin reiterou defesa sobre o financiamento público de campanhas eleitorais, mesmo que para isso, seja necessário um plebiscito para que a população opine sobre a questão. “A meu ver o problema não está no sistema e sim, na mercantilização. Por isso, defendemos veementemente a unificação das eleições e o financiamento público, complementado com doações exclusivamente de pessoas físicas. E a implementação, claro, de um vigoroso sistema de fiscalização,” disse. Desse modo, defendeu Agnolin, é possível diminuir significativamente a influência que tem o poder econômico nas disputas eleitorais.

Para ilustrar seu posicionamento, Agnolin apresentou dados, segundo o próprio site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em que consta, em valores oficialmente declarados por candidatos eleitos, um gasto de 1 bilhão e 36 milhões de reais na campanha de 2010. “Por isso, faço um apelo ao colégio de líderes e aos deputados para intensificar o ritmo dos debates da reforma política e sua respectiva votação, e assim resgatarmos o compromisso de resolver essa questão que vem sendo procrastinada à tanto tempo,” finalizou. (Ascom Agnolin)