Educação

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A riqueza do campo, as peculiaridades de um povo que alimenta a nação, foram apresentados durante um desfile realizado por representantes de instituições ligadas à Educação do Campo, durante a abertura da Conferência Estadual de Educação do Campo, que está sendo realizada no Auditório do Ministério Público Estadual, como parte da programação da FLIT – Feira Literária Internacional do Tocantins.

No desfile, os trabalhadores rurais apresentaram enxadas, foices, sementes, tijolos, o fogo, o sal, a água, as mudas, como uma representação da vida do campo e a relação do homem com a terra. Era uma marcha pela dignidade do homem e da mulher do campo e a luta pelo direito à educação, à saúde e a uma vida de oportunidades.

Estavam presentes na solenidade de abertura, a professora Leida Maria Menezes, subsecretária da Educação, que no ato representou o secretário da Educação, Danilo de Melo Souza; Zenóbio Cruz, secretário da Educação de Palmas; Cirineu Rocha, coordenador do Fórum Estadual da Educação do Campo; Antônio Lídio Zambom, coordenador geral da Educação do Campo, do Ministério da Educação; Miguel Camargo da Silva, diretor do Instituto Federal de Educação de Porto Nacional; Agostinho de Oliveira Chaves, delegado federal do Ministério de Desenvolvimento Agrário no Tocantins, entre outras autoridades.

Para Cirineu Rocha, a Educação do Campo tem que avançar mais e lembrou que 70% dos alimentos que vão para a mesa dos brasileiros são provenientes da agricultura familiar. “É necessário que o conhecimento chegue ao campo, não queremos que formem peões para servir aos fazendeiros, queremos pessoas que saibam decidir e que tenham conhecimento”.

Agostinho Chaves falou das construções das escolas de Riachinho e Esperantina que terão no ensino a predominância da educação voltada para os profissionais do campo. “A Educação do Campo não é pronta, é uma troca de saberes, é preciso trabalhar a agricultura sustentável como a agroecológica”.

Francisco Nairton do Nascimento, reitor do Instituto Federal do Tocantins, explicou que a instituição tem seis unidades no Estado, uma delas essencialmente voltada para a o setor agrícola, que é a unidade de Araguatins. Ele comentou sobre outras unidades de ensino que estão sendo implantadas no Estado com o viés agrícola. “Pouco se foi feito no campo da agricultura familiar com referência a Educação do Campo em relação a dívida que temos por anos de omissão. Precisamos avançar mais”.

A subsecretária da Educação do Tocantins, Leida Maria, ressaltou a importância do desfile e do contexto que foi dado ao tema Educação do Campo. “Acredito que são de pequenos passos com a ajuda de todos é que se constroem a educação de que tanto desejamos”. Ela citou a entrega de ônibus escolares que serão utilizados no transporte principalmente dos alunos da zona rural. E citou os tabletes que o Governo está adquirindo como uma ferramenta que representa novos horizontes para os estudantes do campo.

Carta do campo

Maria do Socorro Soares, coordenadora da Educação do Campo explicou que durante as edições regionais da Flit foram realizadas as conferências regionais e com isso, foi capaz de se ter uma radiografia no Estado os avanços e dificuldades da Educação do Campo. Ela contou que na terça-feira, às 17 horas, será aprovada a Carta da Conferência e um documento orientador com as vertentes da Educação do Campo para o Tocantins. (Ascom Seduc)