Meio Ambiente

Empresários ceramistas do Tocantins reuniram-se na manhã desta quarta-feira,08, com professores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e o chefe de gabinete da presidência, José Roberto Fernandes, para apresentação do projeto “Utilização da Biomassa e Resíduos Vegetais como Combustíveis nas Indústrias Cerâmicas do Estado do Tocantins”. A reunião aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto) em Palmas.

O professor doutor do curso de Mestrado em Agroenergia da UFT, Joel Carlos Zukowski conduziu a reunião no qual foi discutido o impacto ambiental gerado pela queima de combustíveis de origem petrolífera e a substituição por combustíveis provenientes de resíduos naturais como a palha de arroz, lenha, coco babaçu, capim elefante, entre outros, conhecidos como biomassa. Dentro desse aspecto, o projeto visa estudar a realidade das indústrias de cerâmica do Estado, a fim de encontrar soluções para a implantação da biomassa, conciliando a diminuição do impacto ambiental com a geração de lucro e o aumento da qualidade do produto final.

“Nós vamos fazer um levantamento de todas as possibilidades, tudo o que tem de biomassa no Estado, o que pode ser queimado de tal forma que gere energia sustentável. A partir disso, nós vamos gerar um relatório, que vai ser socializado com todas as empresas envolvidas e cada um vai saber o que pode queimar e o que precisa fazer para queimar isso, para garantir que ele tenha um processo sustentável, de acordo com as leis ambientais e que ainda consiga produzir seu produto com qualidade. Depois de feito esse projeto, nós vamos passar para outro passo, que é a segunda etapa, vamos fazer os projetos de implantação, de melhorias tecnológicas ou de novas tecnologias nas cerâmicas para que ele possa garantir que aquela biomassa que ele vai adotar na sua região realmente tenha o efeito desejado, ou seja, calor necessário, melhoria na qualidade do produto e que gere lucro no seu processo produtivo”, declarou o professor.

Dos treze empresários presentes no evento, onze aderiram ao projeto e outros dois ficaram de confirmar participação. O Sindicato das Indústrias Cerâmicas para construção do Estado do Tocantins (Sindicer) entrará em contato com demais cerâmicas associadas a fim de que possam participar do projeto. Ao todo a primeira etapa do projeto, que consiste no levantamento de dados, está estimada em aproximadamente R$ 81.697,00 que será arcado pelo Sistema Fieto, UFT, cerâmicas participantes por meio do Sindicer e entidades parceiras.

Os resultados finais serão apresentados em um workshop ao final de seis meses e reunidos em relatório enviado ao Governo do Estado do Tocantins, como forma de mostrar os investimentos necessários para a indústria ceramista e conseguir parcerias na implantação dos projetos. (Ascom Fieto)