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Foto: Repórter Brasil

O irmão da senadora Kátia Abreu (PSD) negou através de nota que tenha envolvimento com a empresa RPC Energética, empresa acusada de manter trabalhadores em situação análoga à escravidão na fazenda Água Amarela, em Araguatins. O empresário ainda repudiou o envolvimento do nome de sua irmã senadora que disse não ter qualquer ligação com o caso.

De acordo com André Luiz de Castro Abreu, a única ligação que tem com a RPC Energética é a locação de três veículos para a empresa. Segundo o empresário, os dois tratores e a carregadeira alugados pela companhia são operados por funcionários da RPC.

Na nota, o irmão da senadora ainda afirmou que repudia qualquer tentativa de envolver o nome de Kátia Abreu ao resgate de 56 trabalhadores em situação semelhante à escravidão na fazenda Água Amarela.  “Desta forma, aguardo com absoluta tranquilidade as investigações que estão sendo realizadas e repudio com veemência o envolvimento de membros de minha família, especialmente da minha irmã, senadora Kátia Abreu, que nenhuma relação, direta ou indireta, próxima ou remota, tem com os fatos assinalados no episódio”.

Entenda

Na última terça-feira, o site “Repórter Brasil” publicou matéria relatando a ação da Superintendência de Trabalho e Emprego do Tocantins libertou 56 trabalhadores de carvoaria na fazenda Água Amarela no município de Araguatins. De acordo com a publicação, a fiscalização trabalhista apontou que a RPC Energética, mesmo registrada em nome de outra pessoa, pertenceria a Paulo Alexandre Bernardes e André Luiz de Castro Abreu, irmão da senadora.

Leia na íntegra a nota do irmão de Kátia Abreu:

NOTA À IMPRENSA

Em relação à divulgação pela imprensa de matéria sobre a libertação de trabalhadores em fazenda no município de Araguatins, presto os seguintes esclarecimentos que se fazem necessários.

1 - Não mantenho vínculo societário com a RPC Energética, objeto da denúncia.

2 - A relação que possuo com a RPC Energética é de fornecedor, por alugar dois tratores e uma carregadeira, operados diretamente por esta empresa, como consta do contrato de locação, sem nenhuma ingerência de minha parte, como as investigações do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal hão de constatar.

3 - Desta forma, aguardo com absoluta tranquilidade as investigações que estão sendo realizadas e repudio com veemência o envolvimento de membros de minha família, especialmente da minha irmã, senadora Kátia Abreu, que nenhuma relação, direta ou indireta, próxima ou remota, tem com os fatos assinalados no episódio.

André Luiz de Castro Abreu