Meio Ambiente

Foto: CPTEC/INPE

Com o sol escaldante e os ventos fortes, a proliferação dos focos de incêndio no Tocantins podem se tornar um grave problema de segurança e saúde para a população. O Estado, hoje, está na quarta colocação em número de focos de queimadas, registrado em 2012, ficando atrás somente de Maranhão, Mato Grosso e Pará.

De acordo com o CPTEC/INPE, praticamente toda a área do Tocantins te risco crítico de alastramento de incêndio. As queimadas ilegais, segundo a Defesa Civil, são os principais agentes de intensificação do fogo no Estado. Principalmente em áreas de preservação e regiões indígenas.

Dados

Só em 2012, o Tocantins já registrou 8.131 focos de incêndio em áreas urbanas e rurais, ou seja, 10,1% do total registrado no Brasil. O Estado está na quarta colocação do ranking nacional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE). A listagem é liderada pelo Maranhão, com 16.217 focos (20,1%); seguido por Mato Grosso, com 12.547 (15,5%) e Pará, com 8.482 (10,5%).

Se levarmos em consideração os dados coletados somente no mês de agosto, o TO sobe de posição e ocupa a terceira colocação no ranking das queimadas. Ao todo, nos últimos 30 dias, foram registrados 406 focos de incêndio em todo o Estado. Este total representa 10,8% dos focos em todo o Brasil no mesmo período.

Ainda no mesmo mês, dois municípios tocantinenses ficaram entre os 10 em maior número de queimadas. Rio Sono registrou 41 focos de incêndio, enquanto Lagoa da Confusão, 40. Se comparados com o município campeão em focos de incêndio – Corumbá/MT, com 190 registros - os números tocantinenses não parecem preocupantes. No entanto, a inalação da fumaça causada pela queima de material orgânico, pode causar diversos males, conforme a professora da Universidade Federal do Tocantins, Karina do Valle Marques.

A pesquisadora afirmou, inclusive, que a exposição à poluição vinda das queimadas, pode causar, entre outros problemas, males cardíacos e cerebrais à população.

Combate

A Defesa Civil, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, o Naturatins e outros órgãos estaduais, formou o Centro Integrado de Multiagências (Ciman), que vem mapeando e combatendo os focos de incêndio e queimadas irregulares em todo o Estado. Além disto, o Naturantins aplica pesadas multas em caso de incêndios não autorizados. Os valores, segundo o órgão, podem variar de R$ 50 a R$ 50 milhões, conforme a gravidade do delito.