Cultura

Foto: Antônio Gonçalves

O presidente da Fundação Cultural de Palmas, Luiz Teixeira, e uma plateia de artistas, debateu temas como o novo organograma da Fundação, educação, editais de fomento e lei de incentivo à cultura, capitação de recursos, demandas mercadológicas, entre outros assuntos na tarde desta última segunda-feira, 21, na Sala Sinhozinho do Espaço Cultural José Gomes Sobrinho. 

O presidente da Fundação abriu a reunião agradecendo a presença dos artistas e em seguida apresentou a trajetória que o legitimou a assumir ao cargo, comentando o progresso do novo organograma da instituição e destacando sua proposta em realizar uma agenda generosa para a cultura, através de bons projetos, “apesar de o orçamento ter reduzido em 24% em relação ao do ano passado”, frisou. 

Após apresentar a situação em que encontrou os equipamentos culturais, Teixeira comentou sobre os projetos “Amigos da Cultura”, “Escola vai ao Cinema”, entre outros que ainda estão em fase de elaboração. Ele adiantou que será necessário o recadastramento de todos os artistas para que eles possam participar dos editais. “A maior beneficiada será a própria classe artística, pois o recadastro tem o objetivo de protegê-los, bem como mapear a cultura palmense”, enfatizou. 

A produtora e dançarina, Meire Maria, justificou a lotação da Sala Sinhozinho devido a esperança dos presentes em algo novo. “Já formamos um corredor de cultura muito forte no passado, mas a classe artística desmotivou, porque o processo cultural é dinâmico e precisa ter continuidade e acredito que esta nova gestão tem essa característica”, pontuou. O produtor Wertenberg Nunes reforçou a necessidade da participação e união dos próprios artistas.
 
Educação

Outro ponto levantado pelo professor de música do Centro de Criatividade, Diego Britto, e reforçado pela artista visual Luara Aquino, foi à questão da educação, com a necessidade de formar novos profissionais da área para o mercado. “O lucro da cultura está relacionado aos produtos que vão sair do Centro de Criatividade. O retorno social para as famílias é muito grande, então a acessibilidade às artes, a políticas publicas culturais precisam existir para o povo”. 

Após receber o cumprimento e sugestão de demais representantes dos seguimentos culturais como artes visuais e cênicas, artesãos, produtores, músicos e movimento do hip hop o presidente finalizou o encontro com a promessa de apresentar os projetos e a agenda cultural da Fundação após os cem primeiros dias de gestão em que terá um evento onde todas as pastas da Prefeitura de Palmas apresentarão seu planejamento junto ao prefeito Amastha. (Secom Palmas)