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Foto: Divulgação Dorinha Seabra é a favor da isenção de impostos e tarifas alfandegárias para livros publicados em formato digital Dorinha Seabra é a favor da isenção de impostos e tarifas alfandegárias para livros publicados em formato digital

A Câmara dos Deputados, através da Comissão de Educação e Cultura (CEC), analisa o Projeto de Lei 4534/12, do Senado, que altera a Política Nacional do Livro (PNL – Lei 10.753/03) para conceder isenção de impostos e de tarifas alfandegárias a livros publicados em formato digital, magnético ou ótico e a produtos convertidos em formato digital que sejam equiparados a livros.

Atualmente, a PNL só concede isenção aos livros em meio digital destinados ao uso exclusivo de pessoas com deficiência visual. Autor da proposta, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) justifica que o objetivo maior é ampliar o acesso a leitura.

Membro da CEC, a deputada federal Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) é a favor da proposta, uma vez que pode baratear e garantir a democratização do livro, bem como incentivar que novos autores possam produzir mais material de leitura. “Nada mais lógico que na área da educação esse benefício torne a literatura brasileira mais acessível”, afirmou.

No entanto, a parlamentar alertou que os desafios serão enormes não só no sentido de produção de livros digitais, mas também em relação ao acesso aos alunos de baixa renda aos tablets e também à internet.

“Será um grande desafio aos governos federal, estaduais e municipais. Não adianta o aluno ter acesso ao tablet, mas sem internet gratuita de qualidade, especialmente no interior do País. A grande maioria dos municípios é pequena e com grande extensão de zona rural. A iniciativa é importante e irá provocar a mudança na infraestrutura para que esteja disponível a todos”, ressaltou Professora Dorinha.

O projeto será analisado de forma conclusiva e em regime de prioridade pelas comissões de Educação e Cultura; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Livros digitais

Atualmente, além dos livros, algumas publicações impressas já têm direito a isenção por serem equiparadas a eles. No entanto, o projeto também equipara aos livros os seguintes produtos impressos em braille ou convertidos em formato digital, magnético ou ótico: 

– fascículos, publicações de qualquer natureza que representem parte de livro; 
– materiais avulsos relacionados com o livro; 
– roteiros de leitura para controle e estudo de literatura ou de obras didáticas; 
– álbuns para colorir, pintar, recortar ou armar; 
– atlas geográficos, históricos, anatômicos, mapas e cartogramas; 
– textos derivados de livro ou originais, produzidos por editores, mediante contrato de edição celebrado com o autor; e
– periódicos e matérias avulsas ou artigos autorais, originários de periódicos.

E-readers

O projeto concede isenção tributária ainda aos equipamentos cuja função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital ou a audição de textos em formato magnético ou ótico, estes apenas para o acesso de deficientes visuais. A Constituição proíbe União, estados, municípios e Distrito Federal de instituírem impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à respectiva impressão. Já a PNL assegura isenção tributária para a importação de livros em língua estrangeira ou portuguesa. (Com informações da Agência Câmara)