Economia

 Mesmo com a queda nas taxas de juros, o consumidor de Palmas está um pouco mais precavido nesse mês. É o que indica a pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor – PEIC, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC, em parceria com a Fecomércio Tocantins. Segundo dados da pesquisa, o índice geral caiu 0,6%, quando comparado a Janeiro. Do total, 76,6% estão endividados, mas somente 0,7% não terão condições de pagar suas contas.

 Para o presidente da Fecomércio, Hugo de Carvalho, a queda no endividamento não deve causar um grande impacto na economia. “É preciso esperar para sabermos como o mercado irá reagir, mas por enquanto, a queda ainda não é alta, menos de 1%. Essa queda no endividamento pode ser um sinal da diminuição do consumo ou até mesmo cautela dos consumidores, por isso os empresários devem ficar atentos, mas não há motivo para temor”, ressaltou. 

 Quando comparado ao mesmo período do ano passado, o índice geral registra aumento de quase 5%. Entre os entrevistados que disseram estar endividados, a grande maioria (70,9%) está pouco endividada. Já 5,3% dos consumidores que responderam ao questionário estão com contas em atraso. O tempo médio dos atrasos é de 55 dias. 38,6% estão com dívidas atrasadas acima de 90 dias, 37,1% em até 30 dias e 24,3% entre 30 e 90 dias.

 Com relação ao tempo do endividamento, 48,7% dos entrevistados tem dívidas por mais de um ano, 20,5% entre 3 e 6 meses e a menor parte, 19,5%, até 3 meses, resultando em uma média de quase 8 meses.  Outro quesito importante é a alta parcela de comprometimento da renda familiar com dívidas, que se torna perigoso para o mercado, a maioria (73,6%) respondeu estar com 11 a 50% de sua renda destinada as contas.

 O ranking dos tipos de dívidas permanece o mesmo, em primeiro lugar o cartão de crédito (78%), em segundo os carnês (31,4%) e em terceiro, o financiamento de carro (23,2%).  (Ascom)

Por: Redação

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