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A Comissão Especial de Reformulação do Ensino Médio aprovou nesta terça-feira, 19, dois requerimentos de autoria da deputada estadual Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO).

O primeiro requerimento refere-se à realização de audiência pública com a participação dos secretários estaduais de educação do Ceará, Maria Izolda Cela de Arruda Coelho, Minas Gerais, Ana Lucia Almeida Gazzola, e São Paulo, Herman Jacobus Cornelis Voorwarld. A audiência é para que os secretários possam expor as atividades de sucesso que estão fazendo em relação ao Ensino Médio.

O segundo requerimento aprovado também pede realização de audiência pública com Marcelo Cortês Neri – Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, Lucien Muñoz – Representante da Unesco no Brasil e um representante da OREALC - Oficina Regional de Educacion para América Latina El Caribe para que apresentem panorama do ensino médio no Brasil e em outros países.

Audiência pública

A comissão também promoveu uma audiência que discutiu sobre a dificuldade de implementação do ensino de língua estrangeira nas escolas e as soluções para o problema. Segundo Dorinha, as crises se repetem porque a problemática é a mesma relacionada ao Ensino Médio, “Os problemas da educação pública brasileira são os mesmos como a questão do currículo distante da realidade, que não é diferente das outras áreas. Um estudo da Fundação Carlos Chagas mostrou que na matéria de Biologia não é diferente, assim como Português e outras. Alguns problemas são orgânicos de sistema que precisam de enfrentamento. Outras situações dependem da necessidade de priorização. Sabemos que a educação pública é cara, por isso é preciso definir prioridades”, disse a parlamentar.

Dorinha pontuou que, assim como há ensino de química, física sem laboratórios, se não mexer na lógica do ensino, não adianta tentar ensinar uma língua estrangeira sem estrutura. “É preciso enfrentar a questão do currículo, da organização da escola. Há pesquisadores que defendem, em vez de aula uma vez por semana, se tenha fechado mais tempo de aula só para a língua estrangeira. E também não temos professores para atender todas as regiões, especialmente as mais distantes. É um problema estrutural”, afirmou.

Para a parlamentar, há problemas crônicos que precisam ser enfrentados e pensar em modelos alternativos para a melhoria da qualidade do ensino. “É possível fazer desde que tenha disponibilidade de investimento público e de ousadia de currículo. É preciso garantir um eixo comum e deixar que as experiências possam fluir desde que haja monitoramento para garantir a qualidade”. (Ascom Dorinha Seabra)