Polí­tica

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O deputado estadual e defensor da Polícia Militar, Sargento Aragão defendeu na Assembleia Legislativa que a comissão de segurança pública da Casa de Leis faça visitas nos municípios onde estão sendo registrados casos de policiais mortos por execuções. “São três assassinatos em menos de um ano. Aliás não são assassinatos, são execuções”, disse.

Ele citou oito casos recentes de policiais que foram executados incluindo o caso do cabo do Corpo de Operações Especiais (COE), Dionedith Oliveira de Macedo, 36 anos, ferido em tiroteio ocorrido em Araguaína e que veio a falecer. Segundo ele, outro policial foi alvejado em Combinado no mesmo dia. “Isso são os policiais, se pegarmos os presidentes de sindicatos e líderes de movimentos sociais o número é o dobro”, frisou.

O parlamentar falou também da violência em Palmas e disse que a cada duas horas uma casa é assaltada. “O nosso efetivo está reduzido, você não dá conta de fazer policiamento. Dizer que são 3.600 policiais é conversa fiada, é balela. A metade deles estão nos administrativos e só a outra metade está nas ruas”, disse.Segundo Aragão, 16 caixas eletrônicos foram explodidos este ano no Tocantins até agora.

Falando das deficiências na Segurança Pública do Estado o deputado defendeu a abertura de cadastro reserva para o concurso da Polícia Militar que está em andamento no Estado e prevê apenas 300 vagas.

O deputado do PMDB, Eli Borges comentou o assunto e diz estar preocupado com o atual sistema. “Na verdade ando preocupado com os valores que a cada dia estamos perdendo no contexto social, valores da família, valores éticos e morais”, frisou.

CPI

O Sargento Aragão também voltou a pedir que seja instaurado uma CPI para apurar irregularidades no Tribunal de Contas do Estado, (TCE), na gestão do presidente Wagner Praxedes, sobre os shows pagos com dinheiro público em uma pousada no Araguatins.

O deputado disse que tem uma cópia de cheque nominal ao servidor Mário Rubem Arruda Borges, do gabinete de Praxedes, que teria sido pago pela Fundação Cultural para um show que não foi realizado. Segundo Aragão, o servidor ainda continua no financeiro do TCE, e que o cheque não é assinado pela ex-secretaria de cultura, Kátia Rocha, mas que o valor consta no Siafem (Sistema Integrado de Administração Financeira par Estados e Municípios). Ele não informou quem assinou o cheque. Agora o deputado não quer mais uma CPI da cultura e falou na possibilidade de uma CPI no Tribunal de Contas do Estado.

Aragão foi incisivo ao se manifestar a favor dos manifestantes e disse, “vocês dos movimentos sociais devem ir para a frente do TCE e cobrar, já que parece que a CIP não vai ser instaurada”.

O deputado Sargento Aragão segundo informações anda se reunindo com frequência,  com Roberto Freire e Rubens Bueno, lideranças da executiva do PPS nacional para tratar de sua ida para um novo partido. A informação é que o deputado tem forte tendência de ir para o PSB.