Meio Ambiente

Foto: Juliano Ribeiro

Aliar produção e preservação ambiental é o ideal de muitos produtores rurais e pecuaristas do Estado. Um novo projeto, que será apresentado na tarde desta quarta-feira, dia 19, às 14 horas, no auditório da Secretaria Estadual da Agricultura e Pecuária (Seagro), em Palmas, pretende estimular esses tocantinenses a colocar este objetivo em prática. A apresentação do Sistema de Emissões Reduzidas do Desmatamento e da Degradação (Redd, sigla em inglês) será feito pelo pesquisador da Universidade de Tecnologia da Suíça, Tim Reutemann.  

Estão convidados para o encontro técnicos da Seagro e da Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semades), ceramistas, instituições privadas, além de produtores rurais e pesquisadores. 

No Redd, acontece a redução da emissão de carbono por meio do não desmatamento e pela não degradação da floresta. O produtor rural ou pecuarista que atingir o objetivo do programa será remunerado, podendo usar os recursos para investir no restante da propriedade, garantindo uma maior produção do que é cultivado e, consequentemente, mais rendimentos. 

No último dia 10 de junho, Reutemann esteve na Seagro e apresentou o projeto a diretores da secretaria e ao secretário executivo Ruiter Pádua. Na ocasião, comentou que buscava parceria do Governo do Estado para implantação do projeto no Tocantins, já que a Noruega tem mais de US$ 1 milhão disponíveis para financiar projetos como esses e o Brasil, mais especificamente, o Tocantins, tem áreas que podem se enquadrar na implantação do projeto.

Carbono

O objetivo do Redd é pagar para manter as florestas em pé. O pagamento, por meio da venda de créditos de carbono, refletiria o valor do carbono armazenado nas florestas, ou nos custos ambientais advindos da extração de madeira e da ocupação agropecuária. 

Essencialmente, trata-se em usar os créditos como "moeda" com a qual os países em desenvolvimento teriam estímulo para conter o desmatamento, enquanto os países ricos, ao investir nesses mecanismos, ajudariam a cumprir suas cotas obrigatórias de redução de emissões. (Ascom/Seagro)