Polí­tica

Foto: Waldemir Barreto

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) fez pronunciamento na tarde desta última  terça-feira (2/7) sobre a situação financeira do Brasil e cobrou ações efetivas para responder à demanda do povo nas ruas. Ele contestou o plebiscito para a proposta de reforma política, mas chamou a atenção para a responsabilidade do Congresso em dar andamento a ela. “A reforma política está em nossas mãos. É só tirar da gaveta e votar. Só falta vontade”, afirmou. O parlamentar é favorável ao referendo como meio de ratificar as reformas.

Ele trouxe números da dívida pública brasileira e fez críticas aos gastos do Governo. Segundo Ataídes, a dívida interna da União subiu de R$ 640 bilhões em 2002 para R$ 2,1 trilhões em 2012. “Em apenas dez anos a dívida da União quase quadruplicou. E eu pergunto para onde foi esta avalanche de dinheiro público?”, indagou. Já a dívida externa, hoje ultrapassa R$ 200 bilhões. “Se a União estivesse pagando rigorosamente seus empréstimos, principalmente da dívida interna com seus devidos juros, teria que desembolsar anualmente cerca de R$ 500 bilhões”, afirmou.

O parlamentar também negou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha quitado a dívida externa com recursos próprios da União. “Ele pagou simplesmente a dívida externa tomando dinheiro internamente, com juros mais altos”.

Ataídes expôs também as despesas com pessoal. Hoje o Governo conta com 39 ministérios e aproximadamente 25 mil cargos de confiança. Em 2002, os gastos eram de R$ 64 bilhões/ano. Em 2012, foram R$ 213 bilhões/ano.

Inflação, corrupção, falta de transparência também fizeram parte das críticas do senador. “A falta de transparência no uso do dinheiro público, a má gestão, enfim, a impunidade é a mãe da corrupção”.

O parlamentar sugeriu que os gastos sejam cortados urgentemente, como medida para equilibrar as contas. Além disso, apoiou a reforma política com urgência com as seguintes medidas: coincidência de mandatos, mandatos de cinco anos, sem reeleição, sem financiamento privado de campanha e apoio a um referendo popular.