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Como forma de amenizar os problemas causados pela forte estiagem que atinge a região Sudeste do Tocantins, o governo do Estado implantou vem desenvolvendo a ação emergencial Mais Água Sudeste, que tem levado caminhões-pipa e tambores de polietileno a famílias atingidas pela seca. Ao todo, 40 caminhões-pipa percorrem os 27 municípios da região, beneficiando cerca de 57 mil pessoas. Muito mais do que atender às cidades, os caminhões tem levado água e um alívio maior para as comunidades rurais do sudeste tocantinense.

Moradora da comunidade quilombola do Baião, em Almas, a 276 quilômetros de Palmas, dona Benvinda Fernandes Cardoso destacou que a chegada da água para a comunidade é a garantia de um direito básico da população. “Essa água que a gente recebe aqui é muito importante. A gente usa para tudo, para consumo, para lavar roupa, para cozinhar”, destacou.

Além da água potável distribuída, o programa coordenado pela Agência Tocantinense de Saneamento (ATS), em parceria com a Defesa Civil e os municípios, entrega tambores de polietileno para que o recurso seja reservado. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Samuel Marques Gonçalves, a prioridade na entrega dos tambores é para quem realmente necessita. “Tem casas que já possuem caixas d’água, por isso nós estamos priorizando as pessoas que não tem como armazenar a água”, frisou.

Este não é o caso de dona Benvinda, que destacou já ter onde reservar a água levada pelos caminhões do Mais Água Sudeste. “Eu já tenho uma caixa d’água e se recebesse um tambor eu estaria sendo injusta, né? Por isso eu deixo para quem não tem, mas precisa”, disse.

A armazenagem da água é uma necessidade básica para as pessoas que sofrem com a forte seca que atinge a região onde a comunidade está localizada. Para o agricultor Jonas Fernandes Pinheiro, a água que chega nos caminhões ajudam nas necessidades da casa e da família. “Quem não tem água não é ninguém. Aqui a gente usa para tudo, para beber, para cozinhar”, destacou o morador que tem uma pequena plantação e criação.

Comunidades

Na cidade de Almas, a água levada pelos caminhões-pipa beneficiarão a comunidade do centro urbano, bem como das comunidades rurais. Conforme o coordenador da Defesa Civil, cerca de 500 famílias devem ser beneficiadas na região. “O planejamento era para dois caminhões, mas como havia uma outra área precisando, nós encaminhamos três”, explicou. (ATN)