Polí­tica

Foto: Lia Mara/ATN

O presidente da Agência Tocantinense de Notícias do Governo Estadual, Cristiano Machado se manifestou sobre a matéria publicada no Estadão que mostra que a investigação da Polícia Federal revela que o grupo investigado na Operação Miqueias tentou contatos no Tocantins.

Na matéria é citado ainda que no Tocantins o grupo tinha contatos no governo e que inclusive o doleiro Fayed Traboulsi, chefe do grupo, segundo os investigadores, foi à inauguração de uma obra no Tocantins "porque Siqueira pediu". A informação veio através de um dos diálogos interceptados com autorização judicial. “Em nenhum momento o relatório garante quem é esse Siqueira citado pelo Estadão”, frisou o presidente da ATN.

Para o governo a citação feita pelo Estadão é dúbia e a matéria é leviana. Conforme ainda o presidente da ATN não houve nenhum convite para que o doleiro participasse de evento de inauguração no Tocantins. “Em nenhum momento houve convite para participação de convite”, alega acrescentando ainda que “O governo não pode se responsabilizar por citações feitas por terceiros", completou.

A PF suspeita que o Siqueira citado na interceptação é o secretário Eduardo Siqueira Campos, filho do governador Siqueira Campos (PSDB).

Em entrevista ao Conexão Tocantins o secretário Eduardo negou que esteja envolvido com a quadrilha. “Não existe relatório da PF que faça ilação de que esse Siqueira é A ou B. Não é nenhum Siqueira nosso nem o pai nem o filho”, afirmou. “Esse cidadão nunca esteve no Estado do Tocantins como ele estaria na inauguração de uma obra”, frisou sobre a presença do doleiro em evento no Tocantins.

O secretário chegou a dizer que essas citações podem ser coisa orquestrada por adversários contra ele. “Não tem diálogo nenhum meu com eles”, reiterou. Ele condenou a ligação feita entre a  matéria e o governo do Tocantins. “É um absurdo! É maldosa a tentativa de colocar esse Siqueira na condição de ser daqui”, disse.

Sobre a citação do nome do ex-presidente do Igeprev na investigação o secretário frisou que “Todo e qualquer fato inerente a ele quem tem que falar é ele. O que há no inquérito atribuído a ele era de quando ele não era ainda presidente do Igeprev”, frisou.