Saúde

O Hospital Regional de Porto Nacional (HRPN) é destaque na terapia compressiva, tratamento utilizado em pacientes com úlcera venosa (UV). A doença é considerada um desafio para os serviços de saúde por causa da lenta cicatrização. Pacientes da unidade se recuperam das lesões com o uso da técnica, que foi implantada há dois anos. Os resultados bem-sucedidos foram apresentados no Congresso Brasileiro de Tratamento de Feridas, realizado neste ano, em João Pessoa (PB).

De acordo com a enfermeira do Controle de Infecção Hospitalar do HRPN, Karine Kummer, a UV são feridas abertas nos membros inferiores. Além da dor, a úlcera afeta o estilo de vida da pessoa, provoca desconforto, perda da auto-estima, depressão, inabilidade para o trabalho e visitas frequentes ao ambulatório ou hospitais.

Ivete Soares Souza, 66 anos, aposentada, é uma das pacientes que recebe atendimento com o uso da técnica, em Porto Nacional. Há aproximadamente oito anos, ela foi diagnosticada com úlcera venosa. A implantação da terapia compressiva ajudou na recuperação dela. “Já faz dois anos que sou atendida no Hospital de Porto. Eu estou muito feliz, porque está dando certo o meu tratamento”, enfatiza. Dona Ivete recebe acompanhamento semanal no HRPN.

Implantação do método no HRPN

A terapia compressiva foi implantada no hospital após os cursos oferecidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Karine relata que os métodos utilizados anteriormente não traziam resultados satisfatórios. “Vimos a necessidade de buscar novas opções de tratamento. Fizemos cursos e passamos a estudar matérias específicas sobre o assunto. Observamos que a terapia compressiva mostrou-se bastante eficaz nos casos de úlcera venosa”, explica.

A técnica consiste na aplicação de pressão à extremidade inferior das pernas utilizando sistemas de bandagens ou outro material apropriado. “A terapia compressiva associada aos métodos convencionais e alternativos de feridas crônicas tem sido o diferencial no tratamento de lesões venosas”, complementa. (Ascom Sesau)