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A Região Metropolitana de Palmas possibilitará maior poder de organização e de negociação de verbas para obras públicas que possibilitarão maior desenvolvimento da região. Ao todo, serão beneficiados 15 municípios e a capital. O Projeto, batizado de Metropalmas, foi aprovado no fim do ano passado por unanimidade na Assembleia Legislativa e gera grande expectativa entre os gestores das cidades componentes da região.

Além de Palmas, fazem parte da região metropolitana os municípios de Aparecida do Rio Negro, Barrolândia, Brejinho de Nazaré, Fátima, Ipueiras, Lajeado, Miracema, Miranorte, Monte do Carmo, Oliveira de Fátima, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional, Pugmil, Silvanópolis e Tocantínia. Ao todo, os municípios somam mais de 437 mil habitantes, cerca de 30% da população tocantinense. Da região, fazem parte três dos maiores municípios do Tocantins: Palmas, Porto Nacional e Paraíso.

A criação da região metropolitana de Palmas ainda possibilitará a implantação do projeto de mobilidade urbana planejado pelo governador Siqueira Campos. Conforme o projeto, a capital pode receber um metrô de superfície, além de ligação com os municípios vizinhos por trem e rodovias duplicadas.

Para o prefeito de Paraíso, Moisés Avelino, a implantação da macrorregião na parte central do Estado é importante à medida que possibilita o desenvolvimento de todos os municípios que a compõem. “A região é muito importante e a gente espera que, com esse novo planejamento, os municípios do entorno de Palmas poderão ser beneficiados. É uma medida importante e pode contribuir com as cidades menores, como já acontece em outros Estados”, completou.

Já o prefeito de Aparecida do Rio Negro, Deusimar Amorim, frisou que a criação da Metropalmas possibilitará aos pequenos municípios circunvizinhos da capital acompanhar o desenvolvimento pelo qual a maior cidade do Tocantins vem passando. “A cidade de Palmas está em pleno desenvolvimento e os municípios do interior não estão aproveitando esse crescimento. Não tem como esses municípios desenvolverem sem estar nesse conjunto”, destacou.

Segundo o prefeito de Miranorte, Frederico Henrique de Melo, a criação da macrorregião permitirá aos pequenos municípios se desenvolverem em escala maior. “Será um verdadeiro bloco de municípios que se juntam para discutir assuntos de interesse comum. Os pequenos municípios se sentirão mais amparados quando forem falar em saúde, educação e transporte, porque falarão a mesma língua”, complementou.

Outro benefício que poderá ser implementado é a maior economia no traslado entre as cidades, como pontuou o prefeito de Silvanópolis, Cleiton Georgetti. “Nós poderemos ter a chance de contar com passagens mais baratas entre os municípios. Já funcionou em outros lugares, pode beneficiar a população do Tocantins também”, comentou.

União entre os municípios

Entre as opiniões dos prefeitos sobre a criação da região metropolitana de Palmas, um ponto é consenso: a união entre as cidades. Para os gestores, a formação do conjunto de municípios possibilitará maior força junto a entidades federais e instituições financeiras para acesso a financiamentos.

Prefeito de uma das mais antigas cidades tocantinenses, Otoniel Andrade, de Porto Nacional, destacou que o grupo de cidades se fortalece com a criação da Metropalmas. “A estrada de Porto a Palmas está com problemas a olho nu. Precisamos duplicá-la e só conseguiremos resolver esse problema nos unindo. Desta forma, a grande importância da criação da região metropolitana de Palmas é o crescimento unido, alcançando a todos os pequenos municípios, os de médio porte e a capital”, pontuou.

O asfalto também foi o foco da opinião do gestor de Tocantínia, Muniz Araújo. De acordo com o prefeito do município que abrange a área da etnia indígena xerente, a finalização da estrutura asfáltica entre a capital e Tocantínia é algo que poderá ser concretizado a partir da implantação da Metropalmas. “No entorno de Palmas estão localizados os municípios que dão sustentação ao turismo na região. Uma grande expectativa é a conclusão desse asfalto. Se você olhar num raio de 100 km a população é muito grande e a integração dessa área é muito importante”, completou.

A maioria dos municípios que compõem a região metropolitana de Palmas tem população inferior a 10 mil habitantes. Com a criação do conjunto de cidades, a expectativa dos pequenos municípios é que o desenvolvimento experimentado pela capital seja estendido até eles. Caso da prefeita de Pugmil, Arlene Martins, que destacou a importância do projeto para as pequenas cidades. “Se o projeto for desenvolvido conforme a lei, vai ser ótimo. Os municípios pequenos não têm recursos e, em conjunto, poderemos promover o crescimento e o desenvolvimento”, frisou.

Para o prefeito da cidade de Fátima, a possibilidade de acompanhar o crescimento socioeconômico da capital gera boas expectativas. “Se for para melhorar a estrutura das pequenas cidades, os municípios podem pegar carona no desenvolvimento da capital e, assim, serem beneficiados”, destacou Raimundo Mascarenhas.

O prefeito de Monte do Carmo, Gilvane Pereira Amaral, também afirmou que a medida beneficiará setores importantes do município, como saúde e educação. "Para a gente, que é de município pequeno e que passa por grande dificuldade vai beneficiar principalmente na questão da saúde. Os recursos vão muito para Palmas e nós poderemos repartir", completou. (ATN)