Educação

Foto: Divulgação

O curso de medicina da Universidade Federal do Tocantins (UFT) de Palmas acaba de adquirir dois manequins simuladores de alta fidelidade, fruto de um investimento de cerca de R$ 500 mil. Os robôs são parte do projeto de estruturação do Laboratório de Habilidades. Professores e técnicos-administrativos já receberam capacitação para operar os novos equipamentos, que no próximo semestre letivo devem começar a ser utilizados pelos estudantes dos períodos intermediários.

Com respostas fisiológicas realistas e recursos como respiração, pulsos, sangramentos e secreções, os robôs, um manequim adulto e outro pediátrico semelhante a um bebê de seis meses, permitem a simulação de situações básicas como episódios de pressão alta, asma e febre.

São especialmente úteis para o treinamento do controle dos sinais vitais de um paciente em cenários críticos variados e situações mais complexas de emergência, que proporcionam grande estresse e exigem rápida tomada de decisão. O objetivo é atender uma das grandes demandas do ensino da medicina, que sempre foi oferecer aos estudantes a possibilidade de aprender técnicas e praticar procedimentos sem colocar em risco a saúde de pacientes.

"Como é um simulador, nós podemos errar e repetir os procedimentos quantas vezes quisermos. Essa é a segurança que temos para que o aluno possa ter o melhor aprendizado possível das habilidades que desejamos", explica o professor Itágores Hoffman II.

Segundo o enfermeiro e técnico-administrativo da UFT, Rogério Araújo, a simulação é bastante realista. "O treinamento através destas ferramentas realmente chega próximo à experiência em uma sala de atendimento em uma situação de emergência", afirmou Araújo, um dos primeiros a testar os novos equipamentos.

A nova metodologia de ensino e treinamento é uma tendência mundial. Segundo o professor Itágores, Estados Unidos e países da Europa já utilizam sistemas assim há algum tempo, mas no Brasil a tecnologia ainda é recente, chegou há cerca de uma década, e ainda não é muito difundida principalmente nas instituições públicas.

"Hoje em dia nós não aceitamos mais um estudante de medicina treinar suturas e pequenos procedimentos em pacientes. Há a questão da segurança, a questão da ética", afirma o professor. Na UFT, técnicas mais simples já eram treinadas pelos alunos, antes da chegada dos novos simuladores, em bonecos de menor complexidade. "Então o aluno só vai lá no hospital para executar um procedimento depois que ele treinou exaustivamente em um manequim", enfatiza o professor. (Ascom UFT)