Campo

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 Embora o Índice de Confiança no Agronegócio (IC Agro), organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e divulgado em fevereiro, afirme que a tendência nacional é de cautela frente aos investimentos no agronegócio, no Tocantins, a realidade é diferente.

O IC Agro realizou entrevistas com 15 mil produtores, além de 40 empresas de insumos, e avalia cada quesito de 0 (baixo), a 200 (elevado), sendo que 100 é considerado um valor moderado. Conforme o estudo, que corresponde ao trimestre que vai de novembro de 2013 a janeiro de 2014, o índice de confiança do agropecuarista marcou 104,5 pontos e é considerado moderado, ao contrário do otimismo vivenciado pelo setor nos últimos anos. 

Um dos problemas seria a desconfiança da economia brasileira como um todo, índice que marcou 84,9 pontos, que é abaixo de moderado. No entanto, a confiança no agronegócio atingiu 123,5 pontos, o que pode ser visto com otimismo para o setor. Segundo o secretário da Agricultura e Pecuária, Júnior Marzola, no Tocantins, o panorama continua favorável. “O Tocantins apresenta vários fatores que colaboram para o sucesso dos empreendimentos agrícolas, dentre eles as condições climáticas, com período chuvoso bem definido”, afirmou.

Tocantins

Segundo a diretora de Sustentabilidade no Agronegócio da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), Angelina Stefanello, no Tocantins, a expectativa de crescimento da produção é um estímulo para os produtores. “Além de termos levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estimam crescimento tanto na área plantada quanto na produção, temos ainda um preço muito bom das sacas de soja, um dos carros-chefes da nossa agricultura, e também na arroba do boi”, explicou.

Outro fator que, para Angelina, é motivo de otimismo para os produtores do Tocantins, é o clima. “Enquanto este fator é considerado um problema para 46,8% dos agropecuaristas de outros estados, para nós o fator climático ajuda”, frisou, acrescentando que, embora haja casos isolados de seca ou excesso de chuvas em algumas regiões do Estado, em grande parte do território, o regime pluvial favorece e inclusive funciona como atrativo para produtores.

Por outro lado, a diretora concorda com outros problemas apontados pelo estudo, que afirma que 25,6% dos produtores reclamam da falta de mão de obra qualificada, enquanto 21,2% consideram a estrutura logística um problema. “No caso da mão de obra, muitas vezes o produtor não investe em tecnologia porque não tem profissional habilitado para manuseá-la. Já com relação à logística, embora o Tocantins tenha um sistema completo e muito eficiente para escoamento da produção, a má qualidade das nossas estradas é um gargalo que precisa ser superado”, frisou.

Para o secretário executivo da Agricultura e Pecuária, Ruiter Padua, com a finalização da Ferrovia Norte-Sul, a logística do Estado será reforçada. “Com a conclusão da ferrovia, e também dos armazéns Tegran, no Porto de Itaqui, os produtores de grãos poderão produzir com mais segurança de ter onde armazenar seus estoques e escoar a produção” ressaltou. (Ascom/Seagro)

Link para o estudo completo: http://www.icagro.com.br/.