Polí­tica

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O PROS, partido comandado no Estado pelo senador Ataídes de Oliveira, vai se reunir na manhã desta segunda-feira, 7, para discutir a eleição indireta no Estado e ainda se foi constitucional a renúncia do vice-governador João Oliveira. “ O fato do governador pedir renúncia para disputar outro cargo é legítimo, agora a não continuidade pelo vice, eleito pelo povo, isso sim é ilícito. É uma manobra maligna e inconstitucional”, disse.

A Assessoria jurídica do Pros fará um parecer para analisar se a renúncia do vice foi constitucional e dependendo do resultado o partido vai entrar na justiça acusando ilegalidade no ato. Oliveira renunciou ainda na noite de quinta-feira, antes do ex-governador Siqueira Campos  e alegou que estava fazendo isso porque é fiel ao grupo e em nome de um projeto político do governo. “É claro que um cidadão pode pedir renúncia mas tem que saber se há legalidade no caso do vice”, reafirmou.

Para Ataídes a renúncia dupla foi um descaso político com o povo. “ Foi uma negociata, uma manobra maligna”, definiu.

O partido vai definir ainda qual nome lançará para a eleição indireta. Os mais cotados é o do próprio Ataídes, que é pré-candidato a governador pela legenda, e ainda o do deputado estadual Sargento Aragão. “ Não podemos nos eximir desse episódio. Vamos reunir a cúpula do Pros para definir e talvez seja eu, ou o Aragão, ou o deputado Eli. Temos vários nomes”, frisou.