Polí­cia

Foto: Divulgação

As reclamações relacionadas a poluição sonora em Palmas são as mais diversas possíveis, tanto do barulho ensurdecedor, quanto da solução apresentada pelas autoridades responsáveis. A reclamação do momento aconteceu com a colunista social, blogueira e fotógrafa Jaciara Barros, que na madrugada desta quinta-feira, 08, no microblog twitter, escreveu que um vizinho estaria com som na maior altura e criticou a polícia por não aparecerem no local denunciado depois de suas ligações.

“Muito bonito! O vizinho com o som na maior altura. Ele acha que mora no meio do mato. "Hello Policia! Quem será da vizinha que vai ligar para a Policia primeiro. O meu telefone eles devem ter na bina, ligo sempre e eles nunca aparecem (sic)”, escreveu.

Jaciara continuou mostrando insatisfação com o abuso da poluição sonora e disse: "uma pessoa que escuta som nesta altura não deve ter ouvido e nem mãe. Abusado o vizinho. Acho que a pessoa deve ser vagabundo mesmo! Até o momento com o som na maior altura”, declarou a blogueira que continuou demonstrando sua indignação no microblog por algumas horas. “Ora pois..pois...pois...até agora nada de policia. Vizinho com som alto (sic)”, escreveu.

Jaciara Barros afirmou ao Conexão Tocantins que ligou na polícia, mas que a mesma não apareceu. “A polícia não apareceu, o vizinho desligou o som agora pela manhã, 8h. A casa esta a venda, os pais mudaram para Brasília e deixaram esse idiota ainda na casa, ele não respeita ninguém” disse.

A colunista ainda disse que, como não consegue dormir com a barulheira, no dia seguinte não trabalha direito, fica irritada e não consegue fazer nada. “Deveriam rever o código de postura, ter multas para esses indivíduos que não respeitam a coletividade”, disse.

Limite

Consta na legislação que o limite máximo permitido de barulho em área residencial é de 50 decibéis (dB) no período diurno e 45 dB à noite. Nas áreas comerciais o limite máximo é de 60 dB, em qualquer período. Já nas áreas industriais é de 70 dB. Próximo de igrejas, hospitais, escolas, casas de repousos, as restrições são maiores.

O Conexão Tocantins vem mostrando as diversas reclamações dos palmenses em relação a som alto, principalmente contra o som automotivo. Os cidadãos que se sentem prejudicados, afirmam corriqueiramente que ao ligarem no 190 da Polícia Militar e na Guarda Metropolitana, muitas vezes não são atendidos.

Prefeito

O prefeito Carlos Amastha já afirmou em entrevista ao Conexão Tocantins no dia 25 de abril que o maior impasse era a definição de quem seria a responsabilidade de aplicar a penalidade. E ainda havia salientado em entrevista que ainda sendo chamada em maioria dos casos a Guarda Metropolitana não poderia tomar nenhuma atitude mais efetiva com relação às abordagens.

Carlos Amastha disse ainda que é preciso mais rigor principalmente na aplicação do Código de Postura do Município. Entretanto, até o momento os problemas relacionados a estas infrações continua. 

MPE

O Ministério Público Estadual (MPE) fez recomendações para que a Polícia Militar, Civil, Guarda Metropolitana e Poder Executivo Municipal, para que intensificassem o combate à poluição sonora em Palmas.

GMP

Conexão Tocantins também já ouviu um inspetor da Guarda Metropolitana de Palmas, Josivan Cardoso de Almeida, que afirmou no dia 21 de fevereiro, que a GMP atende na medida do possível quando é solicitada sobre o quesito poluição sonora, e que no momento da denúncia os policiais podem estar com as viaturas em outras ocorrências do mesmo quesito, impossibilitando o atendimento de todas as chamadas. “Quando possível mandamos uma equipe para ver se o som está dentro do limite permitido, mas não damos conta de atender a demanda”, disse. 

Policiais atendentes do SIOP - Sistema Integrado de Operações Policiais, entretanto, afirmam que a falta de atendimento por parte da Guarda Metropolitana decorre do fato de não haver na corporação o decibelímetro, aparelho que mede a frequência sonora. (Matéria atualizada às 11h44)