Saúde

Foto: Josy Karla Núbia lembra que após a implantação do banco de olhos, será necessário um trabalho de conscientização da população Núbia lembra que após a implantação do banco de olhos, será necessário um trabalho de conscientização da população

Pacientes que precisam de transplante de córnea poderão contar com o Banco de Olhos do Tocantins (Boto) e a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), que estão na fase final de implantação, localizados no Hospital Geral de Palmas (HGP.

Para que sejam criados, foi necessário solicitar credenciamento e atender os requisitos do Sistema Nacional de Transplante. Estas duas primeiras etapas já foram concluídas e o HGP já conta com toda estrutura física e humana para captação e realização de transplantes de córnea, faltando apenas a visita técnica do Sistema Nacional.

Como o Estado ainda não realizava nenhum tipo de transplante de tecidos ou órgãos, os pacientes tinham que se inscrever na lista de outras unidades da Federação. Com a implantação do Boto e da CNCDO, os procedimentos passarão a ser realizados no Tocantins, o que vai gerar maior comodidade aos pacientes e, consequentemente, menos tempo na fila de espera.

Como o próprio nome sugere, é a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos que cadastra e notifica os pacientes na lista de espera por transplante e é ela que distribui as córneas. Já o Boto é responsável por retirar, processar, avaliar e armazenar o tecido.

O atendimento será coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, de acordo com a oftalmologista responsável pela implantação do Boto, Núbia Freitas, a tendência é que após a implantação no HGP outros hospitais públicos do Estado e até particulares solicitem autorização junto ao sistema nacional para realização de transplantes de córnea. “Eles podem pedir autorização para captação, para transplante ou para realizar os dois procedimentos”, destacou.

Núbia explicou que como não se fazia transplantes no Estado, após a implantação do banco de olhos, será necessário fazer um trabalho de conscientização da população. “Não há cultura de doação no Estado. Tendo o Banco de Olhos, vamos começar a sensibilizar a população, pois o transplante é um ato de amor. Lembrar que há o Boto e ajudar uma pessoa que você não conhece num momento de dor é, com certeza, um ato de amor”, disse.

Transplantes

As córneas podem ser retiradas, com autorização expressa dos familiares, até seis horas após o falecimento do doador. As córneas doadas passam por avaliação para certificação de que podem ser transplantadas, através de exames de sorologia para certificar que o doador não possui doenças transmissíveis, como HIV e Hepatite, e verificação da qualidade do tecido ótico. Sendo aptas para serem transplantadas, a central faz a convocação do paciente da lista de espera do Estado e realiza o transplante. Após a retirada do tecido, a córnea deve ser transplantada no prazo de 14 dias. (ATN)