Saúde

Foto: Imagem ilustrativa/Da web

Para você ser doador de medula óssea é necessário estar cadastrado no Redome – Registro de Doadores de Medulas Ósseas que é ligado ao Inca – Instituto Nacional do Câncer. Em Gurupi, o cadastro pode ser realizado no Núcleo de Hemoterapia e, segundo a servidora do Centro de Captação de Sangue, Ana Regina Martins, qualquer pessoa pode fazer o cadastro. Ela explica que o interessado vai preencher um formulário e coletar 5 ml de sangue e já estará cadastrado e apto a ser um doador de medula. Ela ressalta que somente pessoas que tiveram algum tipo de câncer ou hepatite não podem ser doadoras.

Ana Regina explica que é muito importante as pessoas se cadastrarem, pois é muito raro a pessoa que necessita do transplante de medula encontrar um doador compatível, sendo de 1 para cem mil as chances, por isso quanto maior for o banco mais possibilidades haverá de encontrar o doador ideal para quem precisa de um transplante.

A meta para esse ano em Gurupi é de 600 cadastros, no entanto, de janeiro a junho apenas 35 cadastros foram realizados. Ela conta que o maior empecilho é a falta de informação que gera o medo. “A doação de medula óssea é um gesto simples que pode mudar completamente a vida de alguém que necessita do transplante. Porém, muita gente tem medo desse procedimento porque o confunde com a doação de medula espinhal”, afirma Ana Regina.

A coleta para a doação é muito simples e pode ocorrer de duas formas: primeira, punção direta da medula óssea que é realizada com agulha especial na região da nádega, de onde se retira uma quantidade de medula equivalente a uma bolsa de sangue. O procedimento dura 40 minutos e é feito com anestesia. O doador fica em observação por um dia e pode retornar para casa no dia seguinte. A segunda maneira é a punção na veia realizada pela máquina de aférese. Nesse caso, o doador recebe por cinco dias um medicamento que estimula a proliferação das células-mãe que migram para as veias e são filtradas. O processo de filtração dura em média quatro horas.

Ana Regina destaca que ser doador de medula óssea é tão importante e simples como ser doador de sangue. Ela explica ainda que no Tocantins não é feita a coleta, mas caso o cadastrado tocantinense seja compatível com alguém que necessita da medula, esse doador será levado ao hospital que faça o procedimento todos os gastos relacionados ao procedimento serão custeados pelo SUS – Sistema Único de Saúde.

Medula óssea

A medula óssea é a matriz do sangue e se localiza na parte interna dos ossos semelhantes ao tutano do boi. Na medula óssea estão as células-mãe que dão origem aos glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas.

Quem necessita da doação?

Necessitam de doação pessoas que têm doenças que comprometem a produção de sangue pela medula, como leucemias e crianças com algumas doenças genéticas.

Compatibilidade de Doadores

Pacientes têm apenas entre 25% e 30% de chance de encontrar um doador compatível entre irmãos. A maior parte dos pacientes não encontra um doador compatível na família. Dificilmente haverá mais de uma pessoa compatível com o doador, mas se for o caso ele pode doar mais de uma vez porque a medula se regenera rapidamente como acontece na doação de sangue.

Como a medula é recebida pelo paciente?

O paciente passa por um tratamento que destrói sua própria medula e recebe a nova medula por meio de transfusão. Em duas semanas a medula transplantada já estará produzindo células novas.

Quais são os riscos para o doador?

Os riscos são praticamente inexistentes. Apenas 10% da medula óssea é retirada e em apenas duas semanas a medula doada será recomposta pelo organismo. (Ascom Sesau)