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Um grupo de empresários investidores se reuniu na tarde desta sexta-feira, 25 com o secretário da Agricultura e Pecuária, Ruiter Padua, e o engenheiro agrônomo Corombert Leão em busca de informações a respeito das potencialidades agrícolas do Tocantins. A intensão dos argelinos é investir na armazenagem e transporte de grãos, escoando a produção não só do Tocantins, mas também dos estados vizinhos, como Mato Grosso, Maranhão, Piauí e Pará. 

Os representantes das empresas: Bull Frontier Agrícola LTDA, que já investe na região de Rio Sono e Ponte Alta do Tocantins com cerca de 20 mil hectares na pecuária, e da Cevital Internacional, multinacional especializada em produtos alimentícios com sede na Argélia, conheceram o perfil econômico, produtivo e de logística implantadas e em implementação no Estado, como a ferrovia Norte-Sul, hidrovias Tocantins e Araguaia e a rodovia Belém- Brasília, que corta o Estado em toda a sua extensão de Norte a Sul.  

Padua também apresentou aos empresários os potenciais agrícolas que o Estado possui, informando as áreas de maior produtividade de soja, como Pedro Afonso, Campos Lindos, Mateiros e também de produção de arroz, como Formoso do Araguaia e Lagoa da Confusão. O potencial agrícola gira em torno de 8 milhões de hectares. “Hoje temos desenvolvimento agrícola no Tocantins inteiro, mas também possuímos áreas com bastante potencial produtivo e que ainda não estão totalmente ocupadas e precisam de investidores para crescer. O governo oferece todo tipo de incentivos no campo, vantagens fiscais e tributárias para a implantação de indústrias e agroindústrias”, explanou o secretário. 

O diretor geral da empresa Cevital, Adam Iskounem, acompanhado pelo conselheiro de investimentos Paulo Hegg, demonstrou interesse pelos dados e vantagens apresentados e informou que novas visitas serão feitas ao Tocantins. “Nosso interesse de investimento é na área de armazenagem de grãos, principalmente de arroz”, informou Paulo Hegg. 

A multinacional Cevital é o maior grupo privado da Argélia, no Norte da África, que compra hoje do Brasil em torno de US$ 1,7 bilhões em commodities como açúcar, soja e milho. A intenção é trazer possíveis parceiros para o Tocantins, que já estão estabelecidos no Pará e Mato Grosso. O grupo pretende investir na área de estrutura portuária, armazenagem e secagem de grãos uma ordem de US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos no País. “Acredito que diante das explanações altamente positivas, o investimento no Estado será viável, pois já possui uma vantagem geográfica enorme e agora com a somatória da possível infraestrutura que o estado já está aumentando por meio da Ferrovia Norte Sul, isso melhoraria ainda mais”, explicou o diretor executivo da empresa Bull Frontier Agrícola, Fernando Silveira. (Ascom/Seagro)

Por: Redação

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