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Em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (sistema CNA) e a Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), a Embrapa vem desenvolvendo ações dentro do projeto Campo Futuro da Aquicultura. No final de julho, foram realizados dois painéis em cidades polo na produção de peixes no Estado: no dia 24, a atividade aconteceu em Palmas e, no dia seguinte, em Almas.

Nesses encontros, “foram coletados com os produtores variáveis como parâmetros zootécnicos mais observados, tamanho da propriedade e de lâmina d'água, custos de produção, composição do inventário, receitas e preço por quilo de peixe mais frequente”, informa Andréa Muñoz, pesquisadora da Embrapa.

Ela conta que, a partir dos dados conseguidos, obtiveram-se resultados gerenciais úteis aos piscicultores. Informações técnicas como Custo Operacional Efetivo (COE), Custo Operacional Total (COT) e Custo Total (CT) são importantes: “estes índices, ao serem calculados por quilo de peixe produzido, podem ser confrontados com a receita obtida por quilo de peixe, o que mostra ao produtor as margens de ganho ou perda de sua atividade”, explica.

Andréa acrescenta que “outros índices de desempenho técnico e econômico estão sendo analisados e serão disponibilizados juntamente com a planilha, inclusive para uso próprio dos produtores, aos piscicultores e técnicos participantes dos painéis em aproximadamente um mês”.

Projeto

As ações fazem parte do projeto “Levantamento de informações gerenciais de polos aquícolas no Brasil – Campo Futuro da Aquicultura”, coordenado, por parte da Embrapa, pela pesquisadora Andréa Muñoz. Os objetivos principais são levantar os custos de produção e caracterizar a propriedade rural mais frequente de cada região no que se refere à atividade piscicultora. 

Além do polo produtivo do Tocantins, o projeto vai trabalhar com outros dois: Baixada Cuiabana, em Mato Grosso; e Lagoa de Itaparica, nos estados da Bahia e de Pernambuco. Serão programados mais quatro painéis em cada uma das duas regiões, totalizando, com os dois painéis já ocorridos, dez. Até o momento, as espécies trabalhadas são tambaqui e tilápia e os sistemas de produção identificados são três: viveiro escavado; barragem; e tanque rede.

Segundo Andréa, “a ideia para os próximos anos é realizar painéis em outros polos aquícolas representativos da aquicultura nacional, ampliar o número de espécies analisadas e de sistemas de produção, sem deixar de monitorar os polos já pesquisados”. Um dos resultados práticos do projeto será a disponibilização, através de publicações específicas, do monitoramento mensal dos custos de insumos na atividade de piscicultura nos três polos trabalhados. (Ascom Embrapa)

Por: Redação

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